Imagens de satélite capturaram um olho extremamente pequeno e estreito no centro do supertufão Dolphin, um ciclone tropical de categoria 5 que se intensificou no Pacífico Ocidental e alcançou ventos de 270 km/h. Elas foram divulgadas pela Cira, Instituto Cooperativo de Pesquisa da Atmosfera, parceiro da agência climática NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos).
O que aconteceu
O supertufão Dolphin continua a se intensificar enquanto se move lentamente para o noroeste ao longo do Pacífico Ocidental em direção à Ásia. Depois de se originar em alto-mar, o sistema se transformou em uma depressão tropical, segundo o Fox Forecast Center, canal de previsão do tempo da rede americana. A tempestade desenvolveu um olho minúsculo de cerca de 10 a 11 km de largura na terça-feira durante seu crescimento explosivo, o que é sinal de uma intensificação muito rápida.
Esses olhos com menos de 15 km de largura são chamados "olhos de alfinete". Eles são bem inferiores aos olhos de uma tempestade comum, que costumam medir entre 30 e 65 km. A abertura reduzida no centro do ciclone é um sinal claro de que o sistema passou por um processo de intensificação rápida e violenta.
Boletins do Centro Conjunto de Aviso de Tufões (JTWC) dos EUA mostram que a parede de nuvens ao redor desse pequeno olho concentrou ventos de 270 km/h. Quanto menor o olho, mais estreita e violenta se torna essa zona de borda, onde ocorrem as piores rajadas e tempestades do tufão.
Alright, this is really freaking cool...There are mesovortices embedded in Super Typhoon Dolphin's higher level clouds. pic.twitter.com/kLkeSr6eAo-- Dakota Smith (@weatherdak) July 30, 2026
Alright, this is really freaking cool...There are mesovortices embedded in Super Typhoon Dolphin's higher level clouds. pic.twitter.com/kLkeSr6eAo
As fotos de satélite mostraram um ponto escuro e perfeitamente circular cercado por um anel profundo de tempestades. Esse visual de "buraco" no meio do oceano ocorre porque o ar do topo da atmosfera desce e seca no centro exato, limpando o céu no interior do olho enquanto a parede externa ganha força.
Dados do JTWC mostram que o olho da tempestade se fechou e ganhou força em menos de 36 horas sobre águas quentes, entre 29°C e 30°C. Esse calor vindo do oceano, combinado com ventos calmos nas camadas mais altas da atmosfera, permitiu que o centro do tufão se organizasse em uma estrutura muito apertada e potente.
Análises da NOAA conectam a presença dessas estruturas extremas ao fortalecimento do El Niño no Pacífico. O aquecimento anormal do oceano fornece o combustível ideal para que ciclones desenvolvam olhos pequenos e explosivos com maior frequência durante a temporada.
Por enquanto, a tempestade não representa uma ameaça imediata, segundo o Fox Forecast Center. Ainda assim, requer atenção. Historicamente, apenas quatro tempestades do Pacífico Central se deslocaram para o oeste o suficiente para atingir o Japão, sendo que duas delas ocorreram durante um El Niño forte.
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