Publicado em 30 de julho de 2026 às 14h17.
A janela de transferências nas principais competições do mundo segue em ritmo acelerado, mesmo com a recente disputa da Copa do Mundo. No total, já foram movimentados mais de 4 bilhões de euros (cerca de R$ 25 bilhões) em novas contratações.
O top 5 das ligas que mais gastaram é composto por Inglaterra (1,39 bilhão de euros), Itália (585,5 milhões de euros), Alemanha (434,2 milhões de euros), Espanha (307 milhões de euros) e França (245 milhões de euros), de acordo com dados do Transfermarkt.
O Top-10 é composto ainda por Turquia (225 milhões de euros), Portugal (179 milhões de euros), 2a Divisão da Inglaterra (145,3 milhões de euros), Arábia Saudita (90 milhões de euros) e Holanda (83 milhões de euros). Na Europa, o registro de novos atletas vai até o dia 1º de setembro.
Das cinco contratações mais caras até o momento, quatro delas vem da Premier League, e uma da La Liga: 1-Morgan Rogers: Aston Villa para o Chelsea: € 138 milhões (R$ 810 milhões) 2-Elliot Anderson: Nottingham Forest para o Manchester City: € 135 milhões (R$ 792 milhões) 3-Sandro Tonali: Newcastle para o Tottenham: € 108 milhões (R$ 634 milhões) 4-Mateus Fernandes: West Ham para o Tottenham: € 99 milhões (R$ 581 milhões) 5-Anthony Gordon: Newcastle para o Barcelona: € 80 milhões (R$ 470 milhões)
O Campeonato Brasileiro, que só abriu oficialmente a sua janela de transferências nesta segunda-feira, caminha a passos lentos. A competição movimentou apenas 53 milhões de euros (cerca de R$ 315 milhões), valor significativamente abaixo de outras temporadas. No ranking das ligas que mais gastaram, a competição nacional aparece apenas na 13ª posição. Por outro lado, o prazo para a inscrição de novos jogadores no país se estende até o dia 11 de setembro.
No cenário global, dos dez clubes que mais investiram até o momento, seis são ingleses. A lista é liderada pelo Newcastle (ING), com 187 milhões de euros, seguido por Sporting (POR) com 151,1 milhões, Nottingham Forest (ING) com 144 milhões, Chelsea (ING) com 132,2 milhões e West Ham (ING) com 99 milhões. Completam o top 10 as equipes do Aston Villa (ING, 88 milhões), Freiburg (ALE, 87 milhões), Brighton (ING, 81 milhões), PSG (FRA, 78 milhões) e Eintracht Frankfurt (ALE, 75 milhões).
"Superar a marca de 4 bilhões de euros em transferências prova a força e o dinamismo da indústria do futebol global. Enquanto a Europa acelera o ritmo com grandes investimentos, o mercado brasileiro adota uma postura mais cautelosa e estratégica. O desafio do futebol moderno é justamente esse, manter a competitividade em alto nível, garantindo a sustentabilidade financeira do esporte a longo prazo", declara Alexandre Frota, CEO da FutPro Expo.
“A diferença de volumes de recursos movimentados entre os mercados está diretamente relacionada à capacidade de geração de receitas, atual e às perspectivas de geração futura de cada mercado individual. As principais ligas europeias já operam em um ambiente com maiores volumes financeiros, o que amplia seu poder de investimento e acelera a circulação de ativos durante a janela, ampliando o gap existente já largo em relação aos demais mercados. No mercado brasileiro, apesar de ascendente, o volume de negociações tende a ser mais condicionado pela liquidez disponível – hoje, baixa, entre os principais clubes - e pelas oportunidades de bom custo-benefício que surjam ao longo do período de negociações”, analisa Moises Assayag, diretor-sócio da Channel e especialista em finanças do futebol.
“Historicamente, a janela do meio de ano no futebol brasileiro apresenta uma dinâmica diferente do início da temporada. O que observamos até agora, no entanto, é um comportamento ainda mais cauteloso dos clubes. As movimentações têm se concentrado em ajustes pontuais e reposições específicas, em vez de grandes reestruturações de elenco, um reflexo direto do momento financeiro e da busca por responsabilidade orçamentária no país. Ainda assim, a tendência é que a atividade esquente até o fechamento da janela em setembro”, analisa Claudio Fiorito, CEO da P&P Sport Management, empresa que administra a carreira de mais de 150 jogadores ao redor do mundo, entre eles o zagueiro Vitor Reis, do Manchester City, e do centroavante belga Romelu Lukaku, do Napoli.
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