Afastado dos octógonos por quase três anos, muito em função das quatro cirurgias pelas quais precisou passar, Wellington Turman finalmente está pronto para voltar a competir. Neste sábado (7), o brasileiro enfrenta o sul-coreano Seok Hyeon Ko, no UFC Vegas 123, e espera mostrar dentro do cage o quanto evoluiu durante o longo período de inatividade.
Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight, o meio-médio (77 kg) curitibano admitiu que a ausência das competições por tanto tempo foi especialmente difícil para um atleta competitivo, ainda mais diante de uma sequência de três derrotas consecutivas no UFC. Apesar dos obstáculos, o lutador procurou transformar o momento delicado em uma oportunidade de aprendizado e aprimoramento.
"É muito ruim, eu sou muito competitivo. Então, foram três anos indo dormir com isso toda noite, pensando sobre isso (má fase). Mas a gente tem que saber lidar com as derrotas, tratar como aprendizado, assistir as lutas, ver o que aconteceu. Foram vários aprendizados que eu tive. E tempos difíceis fazem homens mais fortes. Como eu falei: o Turman 2.0 está vindo aí. Estou pronto para dar um show e mostrar que evoluí muito nesse tempo", declarou Turman.
Turman encontrou alternativas para se sustentar
Além dos desafios físicos e psicológicos impostos pelo afastamento, Turman também precisou encontrar maneiras de se manter financeiramente durante o hiato na carreira. Afinal, sem compromissos oficiais com o UFC, o brasileiro ficou sem receber as bolsas pagas pela organização a cada combate.
Assim, o atleta precisou contar com um estilo de vida financeiramente equilibrado e com uma alternativa profissional fora do cage. Para isso, Turman viajou até a Tunísia, onde o MMA ainda desponta como um esporte pouco popular, para iniciar um novo projeto, conseguindo o retorno financeiro necessário e aproveitando para espalhar seu conhecimento.
"Não sou um cara gastador. Então, consegui me manter bem. Mas também tive que fazer algumas coisas diferentes. Fui para a Tunísia, dei aula lá por três meses. A gente começou um projeto, porque MMA não é muito grande na Tunísia. Um amigo nosso montou uma academia. Fique lá três meses, treinando e dando aula. Foi bem legal conhecer uma nova cultura, fiz vários amigos, foi uma experiência da hora", concluiu.
Agora, de volta à ação, Wellington Turman espera deixar para trás os problemas que marcaram os últimos anos e iniciar uma nova fase na carreira. Diante de Seok Hyeon Ko, o brasileiro terá a oportunidade de transformar em resultado todo o aprendizado acumulado durante o longo período longe das competições.
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