São Paulo e Corinthians fizeram na triste Vila Belmiro um dos piores clássicos paulistas de tempos recentes. Não pela escassez de chances, mas pela incapacidade de convertê-las em gols. Perderam gol sem goleiro, com o goleiro caído, na cara do gol, de longe, de perto, por baixo, pelo alto, de cabeça, todas as modalidades.
Garro saiu machucado. Memphis mais uma vez mostrou por que oferece o pior custo-benefício do Brasil. Yuri Alberto acabou expulso por uma tentativa de homicídio contra Ferreirinha, que por sorte não teve a perna quebrada em um lance tão duro que nem o atacante alvinegro reclamou do vermelho direto.
Luciano, Calleri e Lucas foram incapazes de colocar a bola para dentro da meta de Hugo Souza, uma montanha-russa de emoções. As alterações de Seedorf e Dorival conseguiram piorar o que já estava ruim.
Um zero a zero digno do momento vivido pelos clubes. Diante do azar desta rodada (vitórias de Inter, Mirassol, Vasco e Botafogo), é difícil imaginar um cenário em que o Corinthians termine o ano fora da zona de rebaixamento.
Se juntarmos a essa dupla o Santos, que perdeu para o Red Bull Bragantino no dia de Finados, fica difícil não questionar o que está acontecendo com o futebol paulista — à exceção, obviamente, do Palmeiras.
Em novembro, não estão vivos em nenhuma copa, ao contrário de times do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro (e do Palmeiras), e na melhor das hipóteses vão disputar a Sul-americana em 2027. Na pior situação, o Timão segue assombrado pelo fantasma da Série B.
Inseridos no maior mercado do país, com torcidas imensas e folhas salariais à altura de Memphis e Neymar, é vergonhosa a condição financeira e esportiva desses clubes. Alguém precisa ser cobrado. E não adianta dizer que a culpa é do fim das bets, porque os problemas começaram bem antes de elas existirem.
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