O discurdo do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, falando sobre saúde, contrapondo números de desempregos com o de suicídios, tudo isso só serviu para escancarar o que a maior parte dos dirigentes sérios do país já sabiam: as bets perderam. Ou pelo menos é muito difícil uma virada na Medida Provisória do governo Lula, depois do nível de popularidade atingido pela proibição e pela maneira como se deu a reeleição.
Não se trata de pensar o problema de forma política ou econômica. Trata-se de compreender se há uma emergência de saúde pública. Se há, como expôs o ministro Padilha, ela se sobrepõe sobre todas as demais questões.
Se houver sete placas de casas de apostas em volta do campo, é provável que empresas do setor automotivo e financeiro não queiram se misturar. O dinheiro não vai ser igual? Se o campeonato não crescer, não se tornar mais atrativo mundialmente, aí não vai mesmo...
O desafio é fazer o Brasileirão melhor. Os últimos quatro tiveram as quatro melhores médias de público da história do Brasil. Tem de ser suficiente para gerentes de marketing de clubes e da CBF irem ao mercado procurarem novos parceiros.
Se a Fórmula 1 sobreviveu sem propaganda de cigarro, por que o futebol brasileiro não pode viver sem casas de apostas?
O STF tem de avaliar se a Medida Provisória é Constitucional ou Inconstitucional. Se é Constitucional, e parece ser, a Medida Provisória seguirá o trâmite normal até ser votada pelo Congresso Nacional, em março. E o futebol do Brasil vai procurar outras alternativas.
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