A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou hoje o pedido do governo de Donald Trump para impedir que a Califórnia contasse 20 mil votos por correspondência de eleitores registrados.
Segundo as autoridades federais, essas pessoas provavelmente não seriam cidadãos norte-americanos. A decisão representa uma derrota para o presidente às vésperas das eleições de meio de mandato, que ocorrem nesta terça-feira (3).
O que aconteceu
Governo Trump apresentou pedido de emergência nesta segunda-feira. Em uma breve decisão, poucas horas depois da solicitação, o tribunal rejeitou o pedido sem consultar primeiro a opinião da Califórnia, como costuma fazer nesses casos, informou a NBC News.
Os EUA vivem uma onda incomum de ações judiciais eleitorais de última hora. Tribunais inferiores também haviam se manifestado contra. Na sexta-feira, um tribunal federal de apelação negou provimento ao pedido.
Processo inicial foi aberto no início de outubro. Na ocasião, o juiz distrital de Los Angeles, David Carter, alertou que selecionar cédulas "causaria estragos" no processo eleitoral e prejudicaria a confiança dos eleitores no processo democrático.
Califórnia é o estado mais populoso dos EUA e um reduto democrata. Os aliados republicanos de Trump estão lutando para manter o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato.
Autoridades da Califórnia se manifestaram sobre o pedido. Elas observaram que, segundo a lei estadual, já é ilegal que não cidadãos votem e expressaram ceticismo quanto à precisão das informações dadas pelo governo Trump.
O governo dos EUA intensificou seu foco na suposta votação por não cidadãos na reta final para as eleições intermediárias. Trump fez alegações falsas sobre fraude eleitoral generalizada, inclusive na eleição de 2020, perdida para o democrata Joe Biden. Vários estudos e auditorias estaduais mostram que a votação indevida, inclusive por não cidadãos, é rara.
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