A Haas anunciou na manhã deste sábado (31) que Esteban Ocon será substituído por Ryo Hirakawa pelo restante do final de semana do GP da Cidade do México, mas a informação que circula pelo paddock, ainda que não confirmada oficialmente pela equipe, é de que o francês está fora, também, das quatro últimas etapas do campeonato.
Essa vaga de Ocon será que o brasileiro Rafael Câmara vai ocupar na próxima temporada, o que leva à pergunta: o piloto de 21 anos poderá fazer sua estreia na F1 já na próxima etapa, justamente o GP de São Paulo?
Atualmente, Câmara ainda é piloto contratado pela academia de jovens da Ferrari. Inclusive, o plano atual é que ele faça o primeiro treino livre em Interlagos com o carro italiano. Ou seja, para Câmara correr pela Haas, ele precisaria ser liberado pela Ferrari.
O UOL Esporte apurou no Autódromo Hermanos Rodriguez, no entanto, que ainda não houve nenhum pedido por parte da Haas para liberar Câmara antecipadamente.
A decisão de substituir Ocon foi tomada entre a noite da sexta e a manhã do sábado. A relação entre as partes já não era das melhores há tempos, e houve um questionamento por parte do francês da estratégia usada pela equipe nos treinos livres. Possivelmente, essa discussão escalou na reunião pós-treinos e culminou com a decisão.
Quais são as opções da Haas para substituir Ocon?
Também facilitou a decisão o fato de Hirakawa ter feito o primeiro treino livre, no carro de Ocon, cumprindo uma regra que obriga os titulares a cederem seu carro duas vezes por ano. Porém, o japonês pode ser campeão do Mundial de Endurance no próximo final de semana, em Monza. Justamente a data do GP de São Paulo.
A Haas tem outra opção: Jack Doohan, oficialmente o piloto reserva da equipe. Ele só não está na Cidade do México justamente porque Hirakawa estaria presente para fazer o treino livre.
Por um lado, eles podem entender que seria melhor colocar Rafael Câmara no carro o quanto antes, já preparando-o nas últimas quatro corridas para a temporada do ano que vem. Por outro, podem entender que não há tempo hábil para prepará-lo adequadamente. De qualquer maneira, é algo que teria que ser discutido com a Ferrari.
O piloto brasileiro já tem os pontos suficientes para obter a superlicença necessária para pilotar na F1, mesmo sem a conclusão do campeonato de Fórmula 2 neste ano, competição na qual ele é líder.
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