Erin Patterson terá de cumprir prisão perpétua na Austrália após perder o recurso contra a condenação por matar três familiares do marido, de quem estava separada, com cogumelos venenosos, segundo o New York Post.
O que aconteceu
O Tribunal de Apelação do estado de Victoria rejeitou hoje o recurso de Patterson. Os três juízes também aceitaram o pedido da promotoria para retirar o prazo mínimo de 33 anos antes de uma eventual liberdade condicional.
A decisão torna Patterson a segunda mulher na Austrália condenada à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. O juiz Stephen McLeish afirmou que os crimes foram "extraordinariamente frios e calculados".
Patterson ainda pode recorrer à Alta Corte da Austrália, sua última opção de apelação. Ela recebeu, em setembro de 2025, três penas de prisão perpétua por assassinato e 25 anos por tentativa de assassinato.
Os juízes concluíram que Patterson planejou matar as quatro pessoas convidadas para o almoço durante quase três semanas. McLeish disse que ela criou uma "elaborada série de enganos" e destruiu provas.
Almoço com cogumelos matou três pessoas
Patterson serviu carne Wellington com cogumelos venenosos em sua casa rural, em Leongatha, em julho de 2023. Don e Gail Patterson, pais de seu ex-marido, e Heather Wilkinson, irmã de Gail, morreram dias após o almoço.
Ian Wilkinson, marido de Heather, sobreviveu após passar semanas no hospital. Patterson também foi condenada por tentar matar Wilkinson e sustentou que adicionou os cogumelos ao prato por acidente.
O caso atraiu atenção internacional e inspirou podcasts, livros e produções para televisão. A atriz Melanie Lynskey vai interpretar Patterson em uma série de seis episódios para o Paramount+.
Deixe seu comentário
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.