O técnico do Athletico Paranaense, Odair Hellmann, disse que vai aguardar a definição de uma nova etapa do processo judicial antes de tratar de eventuais mudanças de postura do clube em relação ao jogador Léo Derik, condenado em primeira instância por estupro.
O que aconteceu
Hellmann afirmou que o jogador está liberado para atuar e que o clube vai acompanhar os próximos passos do caso. O treinador disse que "existe uma próxima etapa" no processo e que a comissão técnica vai "esperar visualizar até o final" para saber qual será a definição da Justiça.
O técnico defendeu que decisões do tipo devem respeitar o que for determinado judicialmente. "Nós temos que respeitar a Justiça, porque é a instância que define", afirmou Hellmann, ao mencionar que ainda há uma etapa a ser definida por um juiz.
Na entrevista, Hellmann também falou sobre responsabilização em caso de confirmação de culpa. "Se for definida a situação de culpa dele, certamente o clube e todos vão ter um outro caminho", disse, ao comentar que, quando não há mais possibilidade de defesa, a pessoa deve cumprir a pena.
O treinador citou a posição do jogador e do Ministério Público em meio ao andamento do processo. "O Léo fala que é inocente, o Ministério Público falou que ele é inocente. Existe uma condenação, mas existe uma outra etapa", afirmou.
Condenação em primeira instância
Léo Derik foi condenado em agosto de 2026, em primeira instância, a 13 anos de prisão por dois estupros contra uma mulher. Ele nega as acusações e alega que as relações foram consensuais.
Segundo a denúncia, o primeiro caso ocorreu em 16 de dezembro de 2023, em Curitiba. A acusação relata que o réu teria segurado os braços da vítima e tapado sua boca para impedir resistência durante a relação.
O segundo crime foi relatado em 4 de fevereiro de 2024, também na capital paranaense. A denúncia afirma que o jogador teria dado tapas e um soco nas costelas da vítima para forçar o ato sexual.
Como denunciar
Em casos de flagrante, a orientação é ligar para 190, da Polícia Militar.
Também é possível fazer denúncias pelo telefone 180, que funciona 24 horas por dia em todo o país e no exterior.
O serviço oferece orientação especializada e encaminhamento para serviços de proteção e atendimento psicológico. Também há atendimento pelo WhatsApp (61) 99656-5008.
Vítimas de estupro podem procurar qualquer hospital com atendimento de ginecologia e obstetrícia para receber medicação preventiva contra infecções sexualmente transmissíveis, atendimento psicológico e, nos casos previstos em lei, realizar interrupção legal da gestação.
Não é necessário registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde. No entanto, o exame de corpo de delito depende do registro policial.
Esse exame pode ser realizado posteriormente, mas é recomendado que seja feito o mais próximo possível do momento da violência, para preservar provas.
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