O Pentágono pediu a líderes europeus que moderem declarações públicas sobre a Rússia, informou quatro fontes familiarizadas com o assunto à Reuters. Enquanto isso, o presidente Vladimir Putin afirmou estar preparado para uma guerra com a Europa.
Entenda pedido
Autoridades dos EUA pediram a Lituânia, Letônia e Estônia que evitem declarações que possam elevar a tensão com Moscou. As mensagens foram transmitidas em reuniões bilaterais, segundo fontes europeias e americanas ouvidas pela agência de notícias.
Elbridge Colby, responsável pela política do Pentágono, teria citado declarações de europeus de que a Rússia está "encurralada como um rato". Ele disse a uma autoridade báltica que não deveria haver "provocação" dirigida aos russos, de acordo com uma das fontes.
O Pentágono não confirmou o teor dos encontros. Um representante do órgão declarou que conversas entre aliados são privadas: "Por isso não comentaremos essas alegações".
Putin disse ontem que a Rússia não quer um conflito com a Europa, mas afirmou que suas forças estão preparadas. "Estamos prontos, mas não queremos nenhuma guerra com a Europa", declarou em entrevista coletiva em Moscou.
Debate sobre a ameaça russa
O pedido do Pentágono ocorre enquanto o governo Donald Trump retoma esforços por um acordo para encerrar a guerra na Ucrânia. A iniciativa combina a possibilidade de aliviar sanções contra Moscou com pressão sobre a Ucrânia para suspender ataques à infraestrutura energética russa.
Aliados da Otan divergem sobre como falar publicamente sobre a Rússia. Parte das autoridades ocidentais avalia que ampliar os alertas pode alimentar o medo e beneficiar o Kremlin, enquanto outras defendem transparência com a população europeia.
As mensagens também chegam durante uma revisão da presença militar dos EUA na Europa. Autoridades americanas dizem que os integrantes europeus da Otan precisam assumir mais responsabilidades pela própria defesa.
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