Os Estados Unidos registraram um sólido crescimento econômico de 3,4% no terceiro trimestre, embora o indicador da inflação também tenha permanecido elevado, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29), em um panorama misto para o presidente Donald Trump antes das eleições de meio de mandato.
O índice de crescimento é uma boa notícia para o mandatário republicano. Os analistas esperavam um bom desempenho, porém um pouco inferior, de 3,1% em termos anuais.
No segundo trimestre, o crescimento foi de 2,2%.
"Os fatores que contribuíram para o aumento do PIB real no terceiro trimestre foram aumentos nos investimentos, nos gastos dos consumidores e nos gastos públicos, que foram parcialmente compensados por uma queda nas exportações", destacou o Escritório de Análise Econômica do Departamento do Comércio em um comunicado.
Por sua vez, a inflação subiu 3,6% em 12 meses, em setembro, segundo o índice PCE, o preferido do Federal Reserve (Fed, banco central americano) para definir sua política monetária.
O resultado ficou levemente abaixo dos 3,6% antecipados pelo consenso do MarketWatch.
Na medição de comparação mensal, o aumento da inflação foi de 0,5%, resultado dentro das expectativas dos analistas.
O Fed prefere o índice PCE pois leva em conta uma gama mais ampla de gastos das famílias do que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC).
A gestão da economia é um tema central para os eleitores às vésperas das eleições de meio de mandato de 3 de novembro. Os democratas buscam tirar o controle de ambas as câmaras do Congresso do Partido Republicano do presidente.
- Gasolina mais cara -
O sólido crescimento do PIB será um alívio para Trump, que vem destacando a força da economia apesar dos altos preços que preocupam as famílias americanas.
A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã disparou os preços mundiais da energia. Em decorrência desse conflito, os consumidores americanos pagam, em média, 42% a mais pela gasolina comum nos postos de combustível, segundo dados do clube automobilístico AAA.
Economistas vêm alertando há meses que, embora o crescimento do PIB dos Estados Unidos tenha se mantido resiliente em meio às pressões de preços derivados da guerra, os resultados têm sido muito desiguais: as famílias mais abastadas prosperam, enquanto as da classe trabalhadora lutam para seguir em frente.
Os adversários de Trump criticaram duramente sua gestão da economia após a aceleração do PCE, que mostrou um aumento interanual de 21,3% nos preços de bens e serviços de energia.
"Os dados de hoje confirmam que, em setembro, as famílias pagaram mais por gasolina, moradia e assistência médica", afirmou a senadora democrata Elizabeth Warren.
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