Investidores também repercutiam o balanço da Ambev e dados de produção e vendas da Petrobras, em pregão ainda marcado pela divulgação de números de inflação nos Estados Unidos
O Ibovespa mostrava indefinição nesta quinta-feira (29), com Bradesco entre as principais pressões negativas em meio à piora das perspectivas de analistas, enquanto Gerdau era destaque positivo com alta de 4% endossada por "upgrade" do Itaú BBA.
Investidores também repercutiam o balanço da Ambev e dados de produção e vendas da Petrobras, em pregão ainda marcado pela divulgação de números de inflação nos Estados Unidos.
Às 15h, a principal referência do mercado acionário brasileiro presentava queda de 1%, aos 169.133,68 pontos, tendo já alcançado 168.920 na mínima e 171.402,97 na máxima.
De acordo com o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, investidores também estão com as atenções voltadas para a condução econômica do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"A principal preocupação é a capacidade do governo de estabilizar a dívida pública e recuperar a confiança dos investidores", afirmou.
"Para o mercado, a questão central permanece fiscal. A ausência de uma estratégia clara para conter o crescimento da dívida poderá manter os juros elevados, pressionar o câmbio e limitar a recuperação da bolsa", acrescentou Pedroso.
Enquanto isso, o dólar operava em alta nesta manhã acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, enquanto no Brasil os investidores seguem atentos a desdobramentos políticos e econômicos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No mesmo horário, o dólar à vista subia 1,2%, a R$ 5,4148 na venda.
Na quarta-feira (28), o dólar encerrou o dia estável, com variação negativa de de 0,04%, cotado a R$ 5,3466.
Em entrevista à CNN, a ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet disse qye as equipes econômicas de alguns ministérios já possuem um "cardápio de medidas prontas" para serem apresentadas ao presidente Lula com o objetivo de realizar um ajuste fiscal.
"A janela de oportunidade é agora", disse.
No exterior, o Federal Reserve manteve os juros nos Estados Unidos preservando a taxa básica no intervalo de 3,75% a 4%. A decisão foi aprovada por 10 votos a 2, sem unanimidade.
A manutenção dos juros ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro, que já previa a decisão diante do cenário econômico americano e das incertezas em relação à trajetória da inflação
*Com informações da Reuters