O grupo alemão Volkswagen registrou no terceiro trimestre um prejuízo líquido de 5,8 bilhões de euros (6,4 bilhões de dólares, 34,2 bilhões de reais), mais de cinco vezes superior ao registrado no mesmo período do ano passado, devido a efeitos extraordinários relacionados em grande parte à concorrência chinesa.
O maior fabricante de carros da Europa enfrenta uma grave crise também devido à demanda frágil em seus principais mercados e a uma transição para os veículos elétricos repleta de altos e baixos, que provocou o anúncio de uma ampla campanha de cortes de até 100.000 postos de trabalho.
Segundo um comunicado do grupo, a principal causa dos fatores excepcionais enfrentados no terceiro trimestre, que somam 7,8 bilhões de euros (8,6 bilhões de dólares, 45,9 bilhões de reais), é a desvalorização de ativos de sua atribulada subsidiária de carros de luxo Porsche, no valor de 6,4 bilhões de euros (38 bilhões de reais).
Também ocorreu uma desvalorização de ativos na China, no valor de 1 bilhão de euros (R$ 5,95 bilhões), em um mercado onde a empresa enfrenta uma concorrência feroz.
"Estamos sofrendo o peso das tarifas americanas, o mercado chinês está se contraindo e, na Europa, a pressão competitiva está se intensificando consideravelmente", explicou o diretor financeiro do grupo, Arno Antlitz.
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