Após o empate entre Santos e Palmeiras, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, Cuca foi na contramão de Abel Ferreira e disse que o gramado da Vila Belmiro "não fez diferença" no resultado da partida. Depois do jogo, o técnico português detonou o campo do estádio e cobrou novamente por mudanças no futebol brasileiro.
Hoje, [o gramado] não fez diferença alguma no jogo, porque as duas equipes são técnicas. O Palmeiras é uma equipe mais de força, mas também é técnica e rápida. Se for na reclamação, não vai adiantar nada. Eu vou na contramão. Nós treinamos aqui e vamos jogar, porque é o que tem. A gente tem que jogar sem ficar se queixando. A diretoria já está agindo para trabalhar no campo do CT e daqui também, para ser o gramado que sempre foi. Esse ano só que desandou. Mas sem querer defender, eu nunca vi chover tanto.Cuca, técnico do Santos
O que aconteceu
Depois da partida, Abel fez fortes críticas ao gramado da Vila Belmiro. O português cobrou por uma regulamentação séria a respeito da qualidade dos campos no Brasil.
Queria vos convidar a ver se esse gramado é do nível da grandeza das duas instituições. É lamentável que se deixe e que não haja uma regulamentação séria, como há na Europa, e deixar jogar duas equipes num gramado com essas condições. É inacreditável. Não é ver de casa, mas ir ali fora e fiscalizar. A primeira coisa para um bom espetáculo é um gramado em condições.Abel Ferreira, técnico do Palmeiras
Com a bola rolando, o Santos teve um primeiro tempo melhor e criou mais chances, mas o Palmeiras levou muito perigo na reta final. Cuca admitiu que o Peixe poderia ter perdido, mas não consideraria o resultado justo.
Eu vi a gente melhor no jogo. Cada um na sua característica. O Palmeiras na linha de três, que vira dois, para marcar. E nosso time com nossa maneira de jogar. Criamos oportunidades para vencer o jogo, mas poderíamos ter perdido nos últimos dez minutos. Senti que acusamos um pouco o cansaço do jogo passado, do campo, e nossas mexidas não surtiram o efeito que a gente esperava. Poderíamos ter perdido, mas não foi justo pelo que fizemos na partida.
O técnico santista também comentou sobre as polêmicas de arbitragem da partida. Os jogadores do Peixe pediram pênaltis em dois lances — por toques de mão de Giay e Larson — e também reclamaram de um segundo cartão amarelo para Piquerez. Cuca, no entanto, isentou o árbitro Flávio Rodrigues de Souza de culpa pelo empate.
Eu gosto muito do Flávio [árbitro], acho um dos melhores. Se você pegar o jogo passado, que teve o escanteio que a gente bateu, e o ângulo mostrou que a bola não saiu. Fica uma sensação de perda de pontos, mas teve outro ângulo em que a bola saiu. Para você ver como é dura a vida do árbitro. Hoje, da mesma forma. Tem um ângulo que mostra que foi muito ombro, mas tem outro que mostra que foi mão. Depende do ângulo. O árbitro tem que decidir isso. O VAR tem uma imagem com ele. Eles não têm maldade. Poderia ter dado o pênalti, mas poderia não ter dado. Não são erros gravíssimos, foi interpretativo.Cuca
Por fim, o comandante comentou sobre o gancho de três jogos que Neymar pegou. O camisa 10 foi punido com duas partidas pelo STJD por cobrir a boca em discussão com Rodrigo Nestor. Além do gancho, Neymar também recebeu o terceiro amarelo contra o Bahia, totalizando os três jogos de desfalque.
Conversei com ele [Neymar]. Essa lei de você colocar a mão na boca, ele me disse que no jogo contra o Fluminense, um jogador deles fez a mesma coisa, mas ele não dedurou, porque não foi ofensa. Isso é para quando for uma ofensa, mas não teve. Ele disse que não falou nada [para o Nestor]. Essas coisas podem ser evitadas, mas o jogador que te denuncia também tem que entender que nós somos adversários, não inimigos. Ele não ofendeu e pegou um gancho pesado.Cuca
Com o empate no clássico, o Peixe segue em 8º lugar, com 47 pontos. O Santos volta a campo na segunda-feira (2), contra o Bragantino, em Bragança Paulista.
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