Flávio Bolsonaro não escapou do Brasil. Fugiu da realidade. Exilou-se não nos Estados Unidos, mas no mundo da Lua. Na carta que mandou divulgar após desembarcar em Miami, ele se autoproclamou o "verdadeiro presidente eleito" dos "Estados Unidos do Brazil", com z. Depois, corrigiu o texto, rebaixando-se de "presidente" para "líder" do país. Disse que pretende liderar a oposição de Miami (leia a íntegra).
O filho de Bolsonaro se considera vítima de uma "fraude eleitoral". Citou como prova a extensão do horário de votação por duas horas no último domingo, determinada pelo ministro do Supremo Cristiano Zanin. Perdeu a noção do ridículo. Seu partido, o PL, também pediu a prorrogação. Segundo o TSE, presidido pelo bolsonarista Nunes Marques, apenas 34.993 pessoas votaram entre 17h e 19h. Isso corresponde a 0,027% de todos os votos computados no segundo turno.
Com sua fuga, o primogênito do capitão distanciou-se dos quase 60 milhões de votos que recebeu do eleitorado brasileiro. Mas ficou pertinho dos R$ 61 milhões que mordeu de Daniel Vorcaro. O dinheiro foi enviado para um fundo nos Estados Unidos, gerido por um amigo de Eduardo Bolsonaro. Quer dizer: a derrota deixou o Flávio Bolsonaro com um parafuso solto. Mas o personagem ainda não rasga dinheiro.
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