O crescimento econômico dos EUA desacelerou no segundo trimestre em meio ao aumento do déficit comercial, mas a aceleração dos gastos do consumidor e o investimento robusto das empresas em equipamentos relacionados à implantação de infraestrutura de inteligência artificial apontam para uma força subjacente.
O PIB (Produto Interno Bruto) cresceu a uma taxa anualizada de 1,5% no segundo trimestre deste ano, informou o Bureau de Análise Econômica do Departamento de Comércio em sua estimativa divulgada nesta quinta-feira (30). Economistas consultados pela Reuters previam um crescimento de 2,1%, com as estimativas variando de 0,8% a 2,9%.
A pesquisa, no entanto, foi realizada antes da divulgação do relatório preliminar dos indicadores econômicos de junho, que mostrou uma contração moderada no déficit comercial de bens e estagnação dos estoques no varejo. Esses dados levaram alguns economistas a reduzir suas estimativas para o PIB em até 0,8 ponto percentual, para uma taxa de 1,5%. A economia cresceu a um ritmo de 2,1% no primeiro trimestre.
Os gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, dispararam a uma taxa de 3,2% no último trimestre, após desacelerarem abruptamente para um ritmo de crescimento de 0,5% no trimestre de janeiro a março.
Apesar do conflito no Oriente Médio, os gastos permaneceram resilientes, em parte graças às restituições de impostos mais altas este ano, que serviram de amortecedor para os consumidores contra os preços mais elevados da gasolina decorrentes da guerra.
O boom de investimentos em IA, que não mostra sinais de desaceleração apesar das preocupações dos investidores de que as avaliações de muitas empresas de tecnologia tenham se tornado exageradas, também está ajudando a sustentar a demanda interna. Mas economistas alertaram que a guerra liderada pelos EUA contra o Irã, agora em seu sexto mês, representa um risco de queda para a demanda e, em última instância, para o crescimento econômico no segundo semestre do ano.
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Na quarta-feira, o Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) manteve sua taxa básica de juros na faixa de 3,5% a 3,75%. Três membros discordaram, defendendo um aumento de 0,25 ponto percentual.
O Fed descreveu a atividade econômica como "em expansão a um ritmo sólido, apesar da elevada incerteza que se deve, em parte, ao conflito no Oriente Médio". Economistas esperavam que o Fed aumente os juros já em setembro para conter a inflação, o que também influenciou suas expectativas de um crescimento econômico mais lento no segundo semestre.
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