Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) aconselharam o senador a levar ao debate da TV Globo a ex-mulher do deputado André Janones (Rede-MG) como convidada. A ideia é "uma tática meio quinta série", disse o colunista Leonardo Sakamoto no UOL News - 2ª edição, do Canal UOL.
A sugestão circulou às vésperas do debate de hoje na TV Globo, em um momento em que as campanhas tentam ajustar o tom após dias de ataques e provocações no segundo turno.
Esse tipo de tática, quando é aplicada à esquerda ou à direita, seja entre lulistas ou bolsonaristas, é meio quinta série.
O planejamento da campanha do presidente previa que, desta vez, Janones ficaria na coordenação do 'Exército do Lula' durante o debate para organizar o conteúdo e a tropa lulista visando à distribuição. A presença dele no debate poderia ser útil para orientação e assessoria, mas considerando o tamanho e a importância que o grupo de WhatsApp tomou, com 10 milhões, faz mais sentido, do ponto de vista estratégico comunicacional, ele não ir. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
No programa, a informação citada foi que a presença da convidada no estúdio poderia inviabilizar a ida de Janones ao debate devido a ordens de restrição contra o deputado. Só que a campanha de Lula já avisou que o deputado não iria ao encontro na Globo.
Sakamoto avaliou que o movimento pode ser útil para gerar uma narrativa para a campanha de Flávio, de que atingiu Janones, mas não tem efeito prático.
Ele poderia até assessorar, como já fez antes, mas não é ele quem tem que dizer o que o presidente Lula tem que falar ou não.
Ele seria, do ponto de vista da estratégia de comunicação, muito mais útil cuidando da plataforma, que se tornou uma coisa que realmente colocou medo no bolsonarismo, no Flávio Bolsonaro e na campanha do senador. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
O colunista disse que ações desse tipo acabam alimentando a militância e os grupos de mensagens, mas não mudam o essencial do debate.
Em campanha, há muito disso, de um lado e de outro, com ações meio 'quinta série'. Isso é meio bobo, na verdade, independente de quem faça. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
O ministro Kassio Nunes Marques, nesse episódio todo, tem se revelado uma vergonha para a magistratura brasileira. Não apenas na condição de ministro do STF, mas de alguém que deveria garantir a lisura do pleito. A confusão criada pelo ministro Kassio Nunes Marques também mostra que ele não tem coragem de sustentar suas posições. Eduardo Grin, professor
Há um sentimento de que o ministro Kassio Nunes Marques, nas últimas semanas, não está agindo como presidente do TSE, mas como advogado de defesa ou promotor de acusação, de acordo com a com a necessidade da campanha de Flávio Bolsonaro. Kassio Nunes Marques, ao que tudo indica, está tendo um problema de independência. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
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