O Grupo Electrolux reportou prejuízo líquido de US$ 169,4 milhões (1,64 bilhão de coroas suecas) no segundo trimestre de 2026, revertendo o lucro de US$ 17,8 milhões (178 milhões de coroas suecas) registrado no mesmo período de 2025, informou a fabricante sueca de eletrodomésticos hoje em seu balanço trimestral.
Destaques do trimestre
Prejuízo líquido: US$ 164 milhões (1,64 bilhão de coroas suecas) (ante lucro de US$ 17,8 milhões (178 milhões de coroas suecas) no mesmo período de 2025)Receita líquida: US$ 3,16 bilhões (31,57 bilhões de coroas suecas) (+0,9%)Lucro operacional ajustado: US$ 120 milhões (1,2 bilhão de coroas suecas) (+50,8%)Investimentos (capex): US$ 47,8 milhões (478 milhões de coroas suecas) (-7,7%)Dívida líquida: US$ 2,4 bilhões (23,96 bilhões de coroas suecas) (-15% ante o fim de 2025)
O prejuízo foi puxado por itens não recorrentes de US$ 221 milhões (2,21 bilhões de coroas suecas) no trimestre. As perdas estão associadas à parceria com a chinesa Midea Group na América do Norte e ao plano global de reorganização e otimização de fábricas, anunciados pela companhia em 23 de abril. Sem esses efeitos, o lucro operacional ajustado da Electrolux somou US$ 120 milhões (1,2 bilhão de coroas suecas), alta de 50,8% sobre o segundo trimestre de 2025. Este resultado exclui eventos extraordinários do trimestre.
A receita líquida US$ 3,16 bilhões (31,57 bilhões de coroas suecas), alta de 0,9% em relação ao mesmo período de 2025. O crescimento orgânico de vendas, que exclui o efeito cambial, foi de 2% no trimestre, puxado por volumes maiores na Europa, Oriente Médio, África e Ásia-Pacífico e na América Latina. A América do Norte teve queda orgânica de 2,9%, reflexo da retração do mercado americano.
A extensão das tarifas de importação dos Estados Unidos elevou os custos da indústria na América do Norte. A Electrolux relata que as sobretaxas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, pressionaram os resultados a partir da segunda metade do trimestre. Para compensar as perdas, a empresa afirma que repassou parte do aumento aos preços, com reajustes entre 5% e 20% conforme a categoria de produto.
O Ebita (lucro antes de juros e amortização, indicador que se aproxima da geração de caixa da operação) ficou negativo em US$ 67,4 milhões (674 milhões de coroas suecas) no trimestre. O resultado reverteu o Ebita positivo de US$ 111 milhões (1,11 bilhão de coroas suecas) do mesmo período de 2025. A margem Ebita passou de 3,6% para -2,1%, recuo de 5,7 pontos percentuais.
Os investimentos em ativos imobilizados somaram US$ 47,8 milhões (478 milhões de coroas suecas) no trimestre, 7,7% menos que no mesmo período de 2025. A companhia revisou para baixo sua previsão de investimentos para o ano todo, de US$ 400 milhões (4 bilhões de coroas suecas) para uma faixa entre US$ 300 milhões (3 bilhões de coroas suecas) e US$ 350 milhões (3,5 bilhões de coroas suecas).
A dívida líquida da Electrolux encerrou o trimestre em US$ 2,40 bilhões (23,96 bilhões de coroas suecas), queda de 15% em relação aos US$ 2,82 bilhões (28,18 bilhões de coroas suecas) de 31 de dezembro de 2025. Segundo a empresa, a redução refletiu principalmente os recursos líquidos captados em uma oferta de ações de aproximadamente US$ 906 milhões (9,06 bilhões de coroas suecas), concluída no fim de junho. A relação entre dívida líquida e Ebitda (indicador que mede a geração de caixa) caiu de 3 vezes para 2,6 vezes no período.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, a Electrolux teve prejuízo líquido de US$ 211 milhões (2,11 bilhões de coroas suecas). O resultado se compara a um lucro de US$ 22 milhões (220 milhões de coroas suecas) nos seis primeiros meses de 2025. A receita no semestre somou US$ 6,11 bilhões (61,11 bilhões de coroas suecas), queda de 4,3% em um ano, enquanto o lucro operacional ajustado avançou 12%, para US$ 140 milhões (1,4 bilhão de coroas suecas).
O que diz a Electrolux
Segundo a companhia, o trimestre marcou um passo importante na transformação do grupo, com a execução das iniciativas estratégicas avançando conforme o planejado. "Estamos remodelando a Electrolux Group para se tornar uma empresa mais competitiva, resiliente e centrada no consumidor. O progresso feito durante o trimestre é um passo importante em nossa transformação", diz Yannick Fierling, presidente e CEO da companhia.
A empresa mantém a perspectiva de mercado neutra para a Europa e negativa para a América do Norte para o ano todo. Para o Brasil, a perspectiva segue positiva, embora, segundo a companhia, os efeitos cumulativos de juros e inflação elevados continuem afetando o financiamento e o consumo das famílias.
Este material não é um relatório de análise, recomendação de investimento ou oferta de valor mobiliário. Este conteúdo é de responsabilidade do corpo jornalístico do UOL Economia, que possui liberdade editorial. Quaisquer opiniões de especialistas credenciados eventualmente utilizadas como amparo à matéria refletem exclusivamente as opiniões pessoais desses especialistas e foram elaboradas de forma independente do Universo Online S.A.. Este material tem objetivo informativo e não tem a finalidade de assegurar a existência de garantia de resultados futuros ou a isenção de riscos. Os produtos de investimentos mencionados podem não ser adequados para todos os perfis de investidores, sendo importante o preenchimento do questionário de suitability para identificação de produtos adequados ao seu perfil, bem como a consulta de especialistas de confiança antes de qualquer investimento. Rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura e não está isenta de tributação. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, a depender de condições de mercado, podendo resultar em perdas. O Universo Online S.A. se exime de toda e qualquer responsabilidade por eventuais prejuízos que venham a decorrer da utilização deste material.
Deixe seu comentário
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.