Gramínea gigante originária da China, o bambu-mossô (Phyllostachys edulis) é muito utilizado em vasos em áreas externas e nas varandas.
Ele cresce reto na natureza e chega a mais de 15 metros de altura. O formato curvo, muito valorizado no paisagismo, é induzido de forma artificial pelos produtores.
A seguir, Bárbara Sales, bióloga especialista do Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), explica como cuidar da planta.
Exige, no mínimo, cinco horas de sol direto. Em ambientes sombreados, perde folhagem e amarela rapidamente. Por isso, deve ficar em varandas abertas ou jardins.
Gosta do substrato levemente úmido, mas não encharcado. Para saber o momento certo de molhar, a melhor dica é enfiar o dedo na terra. Se ainda estiver úmida, espere mais um pouco.
Em dias de calor intenso, vasos expostos ao sol pleno podem precisar de regas diárias.
Adube na primavera e no verão. Para a adubação química, é possível aplicar NPK 10-10-10 ou NPK 20-05-20 a cada 30 ou 45 dias.
Para a orgânica, uma boa opção é misturar à terra esterco bovino bem curtido, bokashi ou húmus de minhoca a cada dois meses. A torta de mamona também pode ser usada, mas vale lembrar que ela é extremamente tóxica e deve ser evitada em locais com crianças ou animais de estimação.
Diferentemente dos bambus que formam touceiras, o bambu-mossô possui rizomas. Eles crescem horizontalmente pelo subsolo de forma agressiva, emitindo novos brotos a metros de distância da planta-mãe.
Assim, no cultivo em jardins, é imprescindível instalar uma contenção física subterrânea —caixas de concreto, manilhas ou manta geomembrana de PEAD (polietileno de alta densidade), com cerca de 60 a 80 cm de profundidade— ao redor da área de plantio para evitar rachaduras em muros, calçadas ou a invasão de propriedades vizinhas.
Em vasos, exige recipientes grandes (com capacidade entre 60 e 100 litros), furos amplos para escoamento e uma eficiente camada de drenagem, feita com brita e manta geotêxtil.
O substrato ideal deve ser profundo, drenável e rico em matéria orgânica. Uma boa proporção é misturar duas partes de terra vegetal, uma parte de composto orgânico (ou esterco curtido) e uma parte de areia grossa.
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