A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou a venda e o consumo de detergentes e desinfetantes da marca Ypê fabricados a partir de 1º de novembro de 2025.
O que aconteceu
A decisão ocorre após a fabricante Química Amparo apresentar laudos satisfatórios. Os testes laboratoriais comprovaram a qualidade dos lava-louças e desinfetantes fabricados em novembro e dezembro de 2025.
A restrição aos produtos da marca vinha desde primeiro semestre. A suspensão anterior atingia lava-louças, desinfetantes e lava-roupas produzidos pela empresa com lote terminado em 1.
A nova resolução contempla quatro linhas de detergentes da marca. A liberação abrange os lava-louças com enzimas ativas, Ypê tradicional, concentrado Ypê Green e Ypê toque suave.
Dois desinfetantes fabricados pela empresa também voltaram a ser liberados. As marcas autorizadas para comercialização e uso são o Bak Ypê e o Pinho Ypê.
Empresa diz que decisão está em linha com o plano apresentado pela empresa, que condiciona a liberação dos lotes à apresentação de laudos emitidos por laboratórios independentes e aprovados pela própria Agência. "Nesse sentido, também foram apresentados laudos validando os resultados dos meses de maio e junho de 2025. Esses lotes, porém, ainda dependem da liberação formal da Anvisa, o que esperamos deva ocorrer em breve", informou a Ypê em nota ao UOL.
Ações após Anvisa
Em agosto, a Química Amparo, dona das marcas Ypê e Tixan, abriu as portas do seu complexo industrial em Amparo, no interior de São Paulo. A ação foi parte de uma ampla campanha de recuperação de imagem, que incluiu a veiculação nacional de um vídeo publicitário para agradecer aos consumidores.
A ação veio depois do recall de detergentes, sabão líquido para roupas e desinfetantes que a marca Ypê teve de fazer. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou no dia 07 de maio deste ano a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e o recall desses produtos por risco sanitário na unidade fabril da Ypê em Amparo.
A Ypê teve que montar um esquema de resposta urgente aos consumidores, aos fornecedores, aos supermercadistas e aos parceiros logísticos por causa do recall. Foram 22 dias de gerenciamento de crise aguda até a Anvisa liberar os produtos que não atendiam as exigências de qualidade até então. Toda a operação teve um custo para a empresa de 130 milhões de reais.
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