O clima de guerra lembrava as Libertadores dos anos 1960, sem violência, mas com ambiente hostil nas arquibancadas do estádio Uno, de La Plata. A torcida do Estudiantes não parou de gritar um minuto e contagiou seu time, melhor na maior parte de um jogo com mudanças durante os noventa minutos, mas em que o Flamengo só teve superioridade entre os 10 e 20 minutos do primeiro tempo.
E mais ou menos, porque nem nesse curto período, nem nos outros noventa minutos, o Flamengo não conseguiu chutar nem uma vez contra o gol do goleiro uruguaio Muslera.
Há, no entanto, uma qualidade quase invisível neste Flamengo, que pode ser campeão invicto: a defesa. Se não chutou em gol, o rubro-negro completou o sexto jogo de sua campanha sem ser vazado.
O ataque mais positivo desta edição da Libertadores, com 20 gols, é também a defesa menos vazada entre os semifinalistas, com apenas dois gols sofridos. Não sofrer gol em La Plata é o primeiro passo importante para a classificação para sua sexta final.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL
Deixe seu comentário
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.