O Palmeiras ganhou no Maracanã com apenas 30% de posse de bola e transformou o jogo em um teste de resistência defensiva, avaliou Paulo Vinícius Coelho no De Primeira, do Canal UOL.
Segundo o comentarista, o time de Abel Ferreira saiu com um resultado valioso fora de casa, mas acabou empurrado para um roteiro mais reativo do que gostaria.
Palmeiras não queria jogar com 30% de posse de bola. É uma vitória da estratégia, mas a estratégia não era essa puramente. Palmeiras queria mais pressão no campo de ataque, queria dificultar mais a vida do Fluminense e queria conseguir circular mais a bola para não ficar sufocado o tempo inteiro. Mas não conseguiu. O Marlon Freitas falou na chegada ao estágio: às vezes o retrato do jogo nos obriga a fazer outra coisa. E foi o que o Palmeiras fez e defendeu muito bem.PVC
PVC apontou que o Palmeiras ficou mais seguro depois da primeira parada técnica, quando ajustou a marcação no meio-campo e conseguiu "equilibrar" o time. Ainda assim, o Fluminense teve volume e tentou criar superioridade com movimentações e inversões.
O grande problema do Palmeiras foi ali pelos 10 aos 23 minutos da primeira parada técnica. Quando o Fluminense fez superioridade numérica no meio campo, ele criou os maiores problemas para a defesa do Palmeiras. Depois da parada técnica, o Arias encostou um pouco mais e ficou 3 para 3 no meio. A marcação do Palmeiras melhorou depois da primeira parada técnica.PVC
Na comparação de chances, PVC disse que a posse de bola não contou a história do jogo. Ele destacou o recorte de finalizações certas e argumentou que, mesmo com menos controle, o Palmeiras ameaçou mais o gol do Fluminense.
Quando você pega a estatística depois do jogo, tem um número quase secreto que é finalizações certas. Palmeiras 5, Fluminense 4. Ou seja, com toda a superioridade de posse de bola e de ameaças do Fluminense, quem ameaçou mais um chute certeiro foi o Palmeiras.PVC
PVC também enxergou erro técnico de Carlos Miguel no lance do gol do Fluminense e analisou que o goleiro poderia ter usado o braço a seu favor. Ao mesmo tempo, lembrou que jogador foi decisivo para o time chegar até a semifinal.
Se ele saiu e ele estica o braço, a chance dele resvalar o dedo e tirar da cabeça do Wesley Natan é gigantesca. Mas se ele saiu, saiu mal e não conseguiu, mas ele não levantou o braço. Ele saiu e ficou no meio do caminho, então ele errou. Agora, desde o jogo do Cerro Porteño, ele foi herói do Palmeiras nas quartas de final. Então, não nos esqueçamos disso.PVC
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