O governo de Donald Trump investiga a cidadania da deputada democrata Ilhan Omar, dos EUA, com o objetivo de revogá-la e deportá-la. A informação é do The Wall Street Journal.
O que aconteceu
Investigadores analisam registros migratórios da família de Omar, de origem somali, e emitiram mais de 12 intimações. Parte delas busca depoimentos de parentes da congressista perante um grande júri em Minnesota.
A apuração avalia se Omar ou seu pai alteraram sua idade em documentos migratórios. A suspeita é que ela tenha sido registrada como tendo 17 anos, e não 18, quando o pai pediu a cidadania.
Uma ação para retirar a cidadania de Omar exigiria um processo na Justiça. A investigação, por si só, não revoga sua naturalização nem autoriza sua deportação.
Agentes federais fizeram uma busca na casa da deputada poucos dias antes da divulgação da investigação. Eles apreenderam o passaporte, celular, computadores pessoais e cadernos de Omar.
O gabinete de Omar classifica a investigação como sem fundamento. Donald Trump afirma que não teve relação com a busca e diz que o caso cabe ao Departamento de Justiça.
Apuração anterior e eleições
Autoridades de imigração já haviam examinado acusação semelhante no governo de Joe Biden. Elas não deram continuidade ao caso por falta de evidências de fraude.
Omar busca um quinto mandato pelo 5º distrito de Minnesota. A busca ocorreu semanas antes das eleições legislativas de 3 de novembro, quando os republicanos tentam manter o controle do Congresso.
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