Não peço que você acredite, mas se lê aqui é porque acredita.
Quando Fluminense e Palmeiras chegavam aos 40 minutos de jogo, peguei o tablete para escrever sobre o primeiro tempo, em que o Tricolor tinha 70% de posse de bola, havia finalizado cinco vezes e o Alviverde nenhuma.
Paulo Henrique Ganso regia o time e Arias era vaiado cada vez que tocava na bola.
Bola entre as traves mesmo, porém, o Fluminense havia conseguido apenas uma, com Hulk, bem neutralizada por Carlos Miguel, aos 41.
Então, escreveria caso a etapa inicial terminasse como estava o clássico: o Flu mandou no jogo e precisa tomar muito cuidado porque não será surpresa se o Palmeiras der uma escapada no segundo tempo e ganhar o jogo.
Aos 44, o uruguaio Piquerez e o belga-brasileiro Andreas Pereira combinaram e o lateral pôs o incrível argentino Flaco López na cara do gol: 1 a 0.
Mais Palmeiras, impossível.
Se não bastasse, no último minuto dos acréscimos, quase o argentino ampliou.
À espera dos 45 finais finais do jogo de ida em busca da decisão da Libertadores, resta dizer só o seguinte: o Fluminense aumentará a pressão e o risco de levar o 2 a 0 é enorme.
Hércules no lugar de Martinelli, machucado, foi a providência de Marcão.
Quem atacou pela primeira vez foram os paulistas, mas logo os cariocas retomaram o domínio, com os rivais todos atrás da linha da bola.
Aos 57, Carlos Miguel evitou o empate em cabeçada de Canobbio.
Serna dentro, Canobbio fora, aos 62.
O Flu dominava e não machucava.
A impaciência tomava conta do Maracanã, no gramado e na arquibancada. Mérito alviverde.
Aos 66, Arias armou o contra-ataque e Giay finalizou com perigo.
Alguém que desconhecesse os dois times diria que o Flu estava perto do empate.
Quem os conhecesse apostaria no 2 a 0.
Na pausa para hidratação, Marcão frisava que o embate estava "confortável pra eles". Estava mesmo.
Abel Ferreira não falava nada, porque, suspenso, no banco não estava. Nem precisava.
Dizer que o Palmeiras sabia sofrer não era exatamente o que acontecia, pelo simples motivo de que o Palmeiras não sofria.
Sosa, Maurício e Felipe Anderson nos lugares de Arias, Flaco e Andreas, aos 74, João Martins mexeu, obediente ao comando de Abel.
O Flu trocava mil passes por minuto e morria na defesa palmeirense.
Aos 77, Hulk e Ganso fora para Castillo e Acosta tentarem, ao menos, o empate, e deixar um pouco menos gigantesco o desafio da volta, na casa verde.
Aos 81, em novo contra-ataque, Felipe Anderson desperdiçou o 2 a 0 que liquidaria a fatura, ao arrematar em cima de Fábio que, por sinal, trabalhava mais que Carlos Miguel.
Mas Marlon Freitas, aos 84, fez, ao completar investida que Fábio havia salvado novamente dos pés de Sosa.
Natã estava em campo no lugar de Savarino.
O sonho do bicampeonato tricolor virava pesadelo no Rio e o do tetra alviverde crescia.
Porque o Palmeiras chutou cinco vezes entre as traves, fez dois gols e exigiu três defesas de Fábio.
O Flu finalizou só duas vezes no gol.
Se alguém disser que o Palmeiras venceu mais uma vez sem jogar bem, não acredite. Será mentira.
Em resumo, o tico-tico carioca não fez frente à motoniveladora paulista diante de 69 mil torcedores.
Aos 93, o gigante saiu mal do gol e o pequenino Natã diminuiu de cabeça: 1 a 2.
Um dia, quem sabe, quando eu ficar mais velho, vá entender como houve dúvida na Academia entre Weverton e Carlos Miguel.
Em novo resumo: tem jogo em São Paulo e o Palmeiras não é favorito: é favoritaço!
Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.
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