O papa Leão 14 anunciou na manhã deste domingo (11) que tem um nódulo no pulmão e que vai passar por uma cirurgia nos próximos dias. Esse é o primeiro problema de saúde tornado público do papa, que tem 71 anos e está no cargo há quase um ano e meio.
"Recentemente, durante alguns exames, os médicos encontraram um nódulo circunscrito no pulmão, identificado em uma fase muito inicial e bem localizado. Os médicos consideram oportuno intervir e, seguindo os conselhos deles, decidi me submeter a uma operação para removê-lo", disse o papa.
"A cirurgia já está marcada para os próximos dias. Agradeço a vocês pela proximidade espiritual e confio nas orações", afirmou.
A declaração foi dada no final do Angelus, oração dominical que o pontífice faz, da janela do Palácio Apostólico, aos fiéis presentes na praça São Pedro. Em seguida, a assessoria de imprensa da Santa Sé comunicou que a cirurgia está programada para o começo da semana e que o tempo previsto para a internação pós-operatória é de uma semana. A operação será no hospital Agostino Gemelli, em Roma, onde um apartamento no décimo andar é preparado para receber os papas.
A viagem ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, de 6 a 17 de novembro, aparece confirmada na agenda do papa disponível para jornalistas. O próprio Leão 14 mencionou o compromisso na mensagem do Angelus, ao cumprimentar um grupo de religiosos peruanos. "Obrigado pelas orações pela visita pastoral que vou cumprir no Peru", disse.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, comentou em seguida o anúncio. "Desejo expressar a minha solidariedade pessoal e do governo italiano ao Santo Padre pela provação que foi chamado a enfrentar", escreveu, em nota.
"A serenidade e a calma com que ele falou sobre isso no Angelus de hoje nos confortam. Estou certa de que o povo italiano também oferecerá o seu apoio e carinho."
No Brasil, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) publicou mensagem em que manifesta desejo pela recuperação da saúde do papa. "Acolhemos seu pedido de orações e nos unimos aos bispos, presbíteros, diáconos, consagrados e consagradas e a todo o povo de Deus no Brasil, suplicando ao Senhor que o sustente com sua paz, ilumine os profissionais responsáveis por seus cuidados e lhe conceda uma plena recuperação", diz o comunicado.
Eleito em maio de 2025, o sumo pontífice americano não tinha problemas conhecidos de saúde. Ele costuma praticar atividade esportiva e é considerado jovem como líder da Igreja. Seu antecessor, papa Francisco, morreu em abril de 2025, aos 88 anos. Ele acumulou uma série de problemas de saúde, principalmente respiratórios. No fim dos anos 1950, teve parte de um pulmão removido quando vivia na Argentina.
Quando já era papa, o argentino teve parte do cólon também removido, em 2021, para tratar uma diverticulite. A causa de sua morte foi um AVC seguido de insuficiência cardíaca.
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