A Vale notificou extrajudicialmente o ex-vice-presidente do conselho de administração Marcelo Gasparino da Silva por vazamento de informações e ameaça processá-lo nas esferas cível e criminal.
O que aconteceu
A mineradora notificou extrajudicialmente Marcelo Gasparino da Silva para interromper a divulgação de declarações consideradas "inverídicas e difamatórias". O comunicado ao mercado foi divulgado pela Vale ontem à noite.
A decisão baseia-se em apuração conduzida por um escritório de advocacia externo e independente. O estudo concluiu que Gasparino vazou de forma deliberada informações internas e não públicas sobre uma reunião do conselho realizada em 19 de junho de 2026.
O ex-conselheiro admitiu em duas ocasiões ter enviado a um analista de mercado uma minuta de manifestação e voto de sua autoria. A mineradora afirmou que ele teve oportunidades para se manifestar durante a apuração interna, mas optou por não fazê-lo.
Processo interno e apuração da CVM
O conselho da empresa aprovou a destituição de Gasparino em 22 de julho de 2026. A medida atendeu a recomendações da Diretoria de Auditoria e Conformidade e do Comitê de Auditoria e Riscos.
A destituição perdeu objeto após Gasparino renunciar voluntariamente aos cargos em 27 de julho. A medida precisaria da confirmação dos acionistas para ser efetivada.
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) abriu processo administrativo para investigar a atuação do ex-conselheiro. A Vale informou que presta esclarecimentos ao órgão regulador e atualizou seu Formulário de Referência para incluir os detalhes do caso.
Procurado, o executivo não retornou até a publicação dessa nota. O espaço segue aberto para atualização.
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