Os clubes de futebol estampam nos estádios que proibir não é proteger.
E os narradores do grupo Globo são obrigados a repercutir.
Claro. É dever do jornalismo informar.
Mas, de fato, proibir não protege?
A proibição de fumar em locais públicos não protegeu os não-fumantes?
A proibição de fazer fogo perto das bombas de gasolina não protege os postos?
A proibição de beber e dirigir não protege a sociedade?
E a proibição de ir à urna com o telefone celular não garante a lisura do sistema eleitoral?
Hipocrisia e burrice poucas são bobagem.
A outra frase da campanha a favor das bets, e contra a saúde pública, faz sentido, merece discussão.
"Não se muda a regra no meio do jogo", afirma.
De fato, o ato abrupto do governo pegou a todos desprevenidos na tentativa de corrigir a frouxidão da regulamentação.
Teria sido melhor estabelecer um prazo, uma carência?
Limitar a propaganda e dar um tempo até proibir as apostas?
Talvez sim, embora todas as autoridades em saúde pública digam que não, que não se dá espaço para espalhar doenças pelo país afora.
Ou proibir que se ande a 200 quilômetros por hora não evita acidentes?
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL
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