A eleição presidencial de 2026 tinha tudo para ser mais um embate direto entre o PT e o bolsonarismo, mas o primeiro turno terminou sem que Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentassem frente a frente. Esse vácuo abriu espaço para fatos inéditos, crises institucionais e decisões judiciais que atropelaram a corrida eleitoral brasileira.
O Supremo Tribunal Federal assumiu o protagonismo da campanha após os vazamentos do celular de Daniel Vorcaro, o que gerou um conflito aberto entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A pauta pública, que deveria focar em propostas de governo, foi dominada pelo impacto de fake news envolvendo Nossa Senhora Aparecida, a reação internacional de Donald Trump e os bastidores das decisões do TSE que forçaram a TV Globo a cancelar o último debate presidencial alegando insegurança jurídica.
Com os políticos evitando o confronto e focando em entrevistas controladas para suas próprias bolhas de eleitores, o segundo turno começa com um grande questionamento: quem, ou o que, assumirá o centro do palco nas próximas três semanas?
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