Derrotados nas urnas, Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) adotaram posicionamentos diferentes em relação ao segundo turno que será disputado entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
O que disse Cury
O escritor Augusto Cury (Avante) disse que não vai declarar apoio a nenhum dos candidatos para a corrida presidencial no segundo turno.
Em pronunciamento, Cury afirmou que espera que o candidato que sair vencedor do pleito considere as propostas apresentadas por sua campanha.
"Quem ganhar, torço para que governe pensando em um Brasil de esperança", disse o escritor. Cury pede que o eleito no segundo turno considere os outros projetos presidenciais dos candidatos derrotados no primeiro turno.
"Os dois candidatos, se quiserem aproveitar nossas propostas, elas estão disponíveis para serem aproveitadas", relatou o candidato do Avante, em posicionamento para imprensa.
Renan Santos
Renan Santos, candidato do Missão e quarto colocado na corrida eleitoral, disse que não vai apoiar nenhum candidato. Em declaração nas redes sociais, Santos disse que Flávio Bolsonaro deve vencer a eleição, mas que não vai apoiar qualquer candidato no segundo turno.
Falando para a militância, fez um balanço sobre os resultados criticando o baixo desempenho do partido. Por fim, ele liberou os membros do Missão para apoiarem quem quiserem no segundo turno: "pode fazer o que quiser". " Faz diferença? Façam o que quiserem. Eu já avisei que não voto em bandido, não recomendo que ninguém vote em bandido. Flávio é bandido, Lula é bandido, mas não faz diferença nenhuma. Façam o que vocês quiserem. A eleição já é do Flávio Bolsonaro", disparou.
O que disse Romeu Zema
Romeu Zema (Novo), por sua vez, disse que "onde estiver PT no segundo turno, eu estarei contra o PT". O pronunciamento foi feito em Belo Horizonte logo após a oficialização do segundo turno.
Zema não citou nominalmente Flávio Bolsonaro. "PT é atraso, já teve todas as chances de mostrar a que veio e entregou um país estagnado, repleto de corrupção", afirmou o ex-governador mineiro.
O posicionamento de Ronaldo Caiado
O PSD de Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab liberou os filiados para apoiarem quem quiserem no segundo turno. Em comunicado, Kassab disse que "diante da diversidade de cenários eleitorais que tivemos nos Estados, em que as instâncias estaduais do PSD tiveram liberdade para construir suas alianças, a direção nacional entende como natural manter esta diretriz".
Kassab lamentou a derrota da chapa com Caiado, mas comemorou os resultados para a Câmara. "O PSD saiu fortalecido das urnas, com seis deputados federais e nove deputados estaduais eleitos, aumentando sua bancada nas duas casas legislativas" apontou o partido, em nota.
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