O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, disse neste domingo (4) que não há nenhum indicativo de interferência estrangeira no processo eleitoral.
"Os nossos relatórios não apontam nenhum risco internacional ou do crime organizado", declarou o presidente da corte eleitoral a jornalistas.
Sem dar mais detalhes, o magistrado afirmou ainda que a parceria do tribunal com as plataformas digitais afastou muitos dos problemas que eventualmente poderiam ocorrer nessas eleições.
Ele também minimizou o anúncio feito pelo governo dos Estados Unidos na sexta (2), quando a embaixada e os consulados norte-americanos no Brasil suspenderam seus atendimentos por questões de segurança. Segundo Kassio, a medida é comum em eleições muito polarizadas e também foi realizada na Colômbia durante o pleito.
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Mais cedo neste domingo, o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, anunciou que a corporação havia aberto um procedimento prévio para investigar eventual interferência externa na eleição. Ele acrescentou que também não havia elementos concretos que apontem risco efetivo contra qualquer embaixada.
Em agosto, a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) enviou um relatório ao governo e ao TSE alertando sobre a possibilidade de influência e interferência externa dos EUA nas eleições brasileiras.
Com o encerramento da apuração, o presidente do TSE voltou a dar declarações. No discurso, Kassio afirmou que o Siade (Sistema de Alerta de Desinformação Eleitoral) registrou, neste ciclo eleitoral, uma redução expressiva no número de denúncias relacionadas à integridade do processo eleitoral e à possível supressão do voto.
Em 2022, entre 1º de agosto e a véspera da votação, foram registradas 18.487 denúncias. No mesmo período de 2026, foram 2.604 denúncias. Isso representa uma redução de aproximadamente 86% no volume de registros.
"É importante esclarecer que esses números dizem respeito exclusivamente a conteúdos relacionados à integridade do processo eleitoral ou que possam contribuir para a supressão do voto. A redução é significativa e merece ser reconhecida. Mas ela não significa que devamos baixar a guarda", disse.
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