Americana seria a primeira mulher executada pelas autoridades do estado em 200 anos
(Fonte: Reprodução/ TDOC)
O governador do estado do Tennessee, Bill Lee, suspendeu todas as execuções de pena de morte no estado após a condenada Christa Gail Pike, de 50 anos, sobreviver à aplicação de duas injeções letais nesta quinta-feira (1º/10).
A mulher foi condenada à pena capital pela tortura e morte de Colleen Slemmer, uma colega de classe, crime cometido quando a americana tinha 18 anos. A prisioneira passou 30 anos no corredor da morte e seria a primeira mulher executada no estado em 200 anos.
Segundo nota do Departamento de Correções, a execução ocorreria na última quarta-feira (30/9) com injeção de pentobarbital. Jornalistas presentes relataram que, após a primeira dose, ainda era possível ouvir a detenta roncando e respirando na sala de execução.
Cerca de 20 minutos depois da aplicação, funcionários fecharam a cortina do recinto. Por volta das 20h55, aproximadamente 40 minutos após o início do procedimento, a imprensa foi orientada a se retirar do local.
A condenada foi encaminhada a um hospital e o estado de saúde atual não foi divulgado pelas autoridades locais. Diante da falha, a liderança estadual solicitou uma investigação e cancelou outra execução prevista para o mês de dezembro.
"Este é um processo que já foi utilizado mais de 100 vezes neste país sem este resultado. Precisamos saber por que o resultado é diferente", declarou o governador.
Esta foi a segunda execução mal sucedida registrada no Tennessee neste ano. Em maio, o procedimento de Tony Carruthers falhou após a equipe responsável não conseguir instalar o acesso intravenoso no prisioneiro.
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