Sagat, apontado como liderança do PCC no Guarujá, morreu após um confronto com policiais militares na cidade do litoral de São Paulo.
O que aconteceu
Gabriel Ribeiro da Silva dos Santos, de 27 anos, foi baleado ontem no Jardim Guaiúba durante troca de tiros. Gabriel, chamado popularmente de Sagat, morreu após ser socorrido pelo Samu e levado ao Hospital Santo Amaro.
Policiais do 2º Batalhão de Ações Especiais de Polícia apuravam a presença de integrantes de uma organização criminosa em uma reunião de facção em Santa Cruz dos Navegantes. A Polícia Militar afirmou que havia homens procurados pela Justiça entre os participantes.
Parte do grupo fugiu de uma embarcação e entrou em uma área de mangue após a aproximação policial. Três homens foram abordados, e dois deles, de 23 e 37 anos, tinham mandados de prisão por organização criminosa, de acordo com a PM.
Outra equipe foi recebida a tiros por ao menos três homens armados, conforme a corporação. Os policiais reagiram, e um dos homens foi atingido durante o confronto.
A PM informou que o homem atingido jogou fora uma pistola Glock G22, calibre .40, com seis munições. A arma tinha registro de roubo e pertencia ao efetivo da Polícia Civil, segundo a corporação.
Suspeita de ataque a base da PM
Gabriel era apontado como autor de disparos contra uma base da 1ª Companhia da PM Ambiental em 14 de agosto. O ataque ocorreu na Avenida Manoel da Cruz Michael, no Guarujá.
Diversos tiros de fuzil atingiram as instalações da base, de acordo com a Polícia Militar. A corporação afirmou que os disparos teriam sido uma represália a uma ação realizada horas antes na comunidade Santa Rosa.
Na ação anterior, um suspeito de 19 anos tinha morrido após confronto com policiais — e isso teria desencadeado a represália do grupo. A PM disse que foi atacada por homens armados quando verificava denúncias sobre barricadas instaladas nas ruas.
Os dois homens presos foram levados à Delegacia de Guarujá e ficaram à disposição da Justiça. O caso foi registrado como tentativa de homicídio, morte decorrente de oposição à intervenção policial e associação criminosa, informou a PM.
A Polícia Civil investiga o caso. O local do confronto foi preservado para a perícia, segundo a Polícia Militar.
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