O atrito entre Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo virou uma disputa pública em que nenhum dos dois parece disposto a dar o braço a torcer para encerrar o assunto nos bastidores, avaliou Joanna de Assis no De Primeira, do Canal UOL.
Ao comentar a crise na seleção de Portugal, a jornalista disse ter a sensação de que a exposição do caso serve para forçar a opinião pública a tomar partido entre o técnico e o ídolo.
A sensação que eu tenho é que nenhum dos dois quer resolver. Eles querem mais jogar isso de uma certa forma publicamente para que as pessoas escolham lados. Essa é a sensação.Joanna de Assis
Joanna lembrou que, apesar da admiração pelo atacante, o histórico pesa na hora de avaliar o episódio. Ela citou embates do jogador com outros treinadores que passaram pela seleção portuguesa.
Historicamente o Cristiano teve embates com todos os seus treinadores, ou pelo menos muitos deles. Teve embates com o Carlos Queiroz, com o Fernando Santos, com o Paulo Bento, sempre teve.Joanna de Assis
Paulo Vinícius Coelho argumentou que a saída de Cristiano da concentração não se explicaria apenas pelo fato de ter aquecido e não entrado em campo, mas pela coletiva do técnico depois do jogo.
Cristiano Ronaldo não saiu da concentração porque ele não entrou contra a Noruega. Ele saiu da concentração porque ele entendeu que o Jorge Jesus ia se desculpar, e em vez de se desculpar, disse: 'não há uma pessoa no futebol que vai fazer isso comigo, porque eu sou o técnico'.PVC
Joanna acrescentou que a situação não precisa significar um ponto final na passagem do camisa 7 pela seleção, mas avaliou que o treinador terá de calibrar o discurso para CR7 voltar.
A gente está falando de um ícone. A porta nunca se fecha completamente. Agora, como isso vai ser administrado, eu só vejo de uma forma: se de fato o Jorge Jesus, ele vai ter que dar uma diminuída nesse discurso aí, 'quem manda sou eu'.Joanna de Assis
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