Em 2015, o governo federal criou o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro - PROFUT, "com o objetivo de promover a gestão transparente e democrática e o equilíbrio financeiro das entidades desportivas profissionais de futebol". Na prática, era uma maneira de refinanciar as dívidas dos clubes com a União, estabelecendo contrapartidas fiscais e de gestão. Em janeiro de 2016, nasceu a Autoridade Pública de Governança do Futebol (APFUT), que deveria fiscalizar essas contrapartidas e garantir uma administração mais responsável, mas acabou virando um órgão esvaziado.
A coluna apurou que em resposta à proibição das bets pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio de medida provisória assinada na sexta (25), chegou ao Planalto um pleito dos clubes por um novo Profut. Apesar do movimento de clubes que boicotaram uma reunião com pauta aberta no Ministério do Esporte, há entidades em busca de apoio por esse mecanismo para compensar as perdas geradas pelo fim dos patrocínios de casas de aposta, responsáveis por aportar mais de R$ 1 bilhão no futebol brasileiro.
Lula não quis abrir esse debate, por ora. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o presidente segue resoluto sobre o fim das bets e decidiu não discutir o auxílio aos clubes antes da eleição.
É bastante provável que o governo estenda a mão ao futebol de alguma forma, especialmente com refinanciamento de dívidas tributárias. A discussão sobre valores e regras de controle é complexa e, por isso, não acontecerá agora.
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