A relação entre Palmeiras e Sportingbet "não acabou" apesar da medida provisória (MP) que vetou as bets no Brasil, disse Antônio Forjaz, head da empresa na América Latina, na Live do Palmeiras, do Canal UOL.
Questionado sobre a possibilidade de fim do vínculo, Forjaz afirmou que a empresa mantém conversas frequentes com o clube desde que foi "apanhada" pela mudança de cenário e tenta construir uma saída em conjunto.
A nossa relação com o Palmeiras não acabou. Seguimos muito próximos do clube, dos dirigentes e das pessoas lá dentro. Desde que fomos apanhados nesta situação na sexta-feira passada, às oito e meia da noite, temos falado praticamente todos os dias com o clube.
Sabemos que esta medida provisória tem um impacto muito grande, mas acreditamos muito no Brasil e na nossa estratégia aqui. Antônio Forjaz, head da Sportingbet na América Latina
Segundo ele, a Sportingbet trata o Palmeiras como um projeto de longo prazo e diz que ainda aposta em uma reversão do quadro, mesmo em um cenário que classificou como distante do desejado pela empresa.
O clube faz parte de uma aposta de longo prazo, que fizemos já faz uns dois anos, e que continuamos a acreditar profundamente. O projeto, o Palmeiras, o clube, as pessoas, os valores.
O nosso grande objetivo agora é trabalhar com o clube para ver quais são as possíveis soluções e tentar chegar a uma coisa que possa tentar ser um ganha-ganha. Antônio Forjaz, head da Sportingbet na América Latina
Forjaz também argumentou que o impacto das bets no futebol vai além do patrocínio estampado na camisa. Ele citou participação do setor em patrocínios de competições, compra de painéis de LED e investimento em mídia, que alimenta a cadeia de receitas do esporte.
O nosso setor é responsável por patrocínios da liga brasileira, da Conmebol Libertadores. Somos provavelmente o maior share de compra de painéis de LED do estádio e um grande player na compra de mídia. O impacto indireto é potencialmente muito maior até do que o direto. Antônio Forjaz, head da Sportingbet na América Latina
Na visão do executivo, uma interrupção do mercado legal pode gerar um "efeito dominó" na economia ligada ao futebol, com reflexos em impostos, fornecedores, empregos, mídia e patrocínios, além de afetar o próprio ecossistema que sustenta valores de direitos de transmissão.
Os grupos grandes que operam aqui no mercado legal aportaram centenas de milhões de reais nos últimos anos. A grande maioria, 90, 95% dessa grana acaba por estar dentro da economia brasileira, seja em imposto, licença, seja em fornecedores, empregos, pacotes de mídia, patrocínios, clubes. Tem um efeito dominó muito grande quando, de um dia para o outro, seca-se isso. Antônio Forjaz, head da Sportingbet na América Latina
Ele teve uma minutagem bem alta, por volta de 70 minutos, e aí ele sentiu problema no tornozelo e depois virou problema no adutor. Então, se o Paulinho for esse cara que entra na reta final da partida e consegue resolver - porque ele sabe, por nenhuma bola pode decidir o jogo - eu começo a achar que é uma boa ideia. Flávio Latif
Existe uma possibilidade de o Palmeiras conseguir diminuir o gap que tem para o Flamengo hoje justamente por isso, porque o Flamengo tinha R$ 270 milhões com a Betano e R$ 100 milhões com a Sportingbet no Palmeiras. Então é muita diferença, praticamente três vezes. Então, é difícil saber e responder isso agora. Danilo Lavieri
Deixe seu comentário
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.