Richarlison, Pedro, Gabriel Jesus, Endrick, João Pedro, Evanílson, Igor Jesus, Matheus Cunha, Kaio Jorge, Vitor Roque e Igor Thiago. Entre a Copa de 2022 e a de 2026, a seleção brasileira recorreu a diferentes nomes para ocupar o centro do ataque. Alguns receberam uma sequência maior, outros tiveram poucas oportunidades, mas nenhum encerrou a procura por um camisa 9. Agora, Carlo Ancelotti tenta uma resposta fora dessa lista: Raphinha.
O jogador do Barcelona deve atuar como falso 9 no segundo amistoso contra a Austrália, nesta terça-feira (29), às 7h (de Brasília), em Brisbane. A aposta de Ancelotti vem no melhor momento do atacante na função. Deslocado para o centro do ataque no time espanhol, ele já marcou 14 gols nesta temporada.
O que muda na seleção
A escolha altera a dinâmica ofensiva da seleção. Em vez de esperar um centroavante fixo entre os zagueiros, Ancelotti terá um jogador acostumado a sair da área, participar da construção e trocar de posição com os companheiros. Ao mesmo tempo, aposta em alguém que tem chegado à área e feito gols com frequência pelo clube.No primeiro encontro com os australianos, em Townsville, Endrick começou com referência no ataque. Pedro entrou no segundo tempo, mas o Brasil precisou de um gol de Rayan nos acréscimos para empatar por 1 a 1. Raphinha participou do lance com a cobrança de escanteio que encontrou o jovem atacante.
A camisa 9 da seleção, inclusive, está com Endrick neste inicio de ciclo. Na Copa de 2026, pertencia a Matheus Cunha, que, apesar dos números nas costas, já nem atua como atacante fixo.
No passado recente, Richarlison vestiu a 9, marcou três gols e teve boas atuações na Copa de 2022, mas não se firmou como dono da posição depois do torneio. Gabriel Jesus também viveu bons momentos com a camisa da seleção, sobretudo na campanha do título da Copa América de 2019.Antes deles, Luís Fabiano fez três gols na Copa de 2010 e foi o camisa 9 brasileiro de maior destaque em um Mundial desde Ronaldo. Ainda assim, a posição não tem uma referência duradoura desde o Fenômeno, protagonista do título de 2002 e titular também em 2006.
Pontas lideram os gols com o italiano
Sob o comando de Carlo Ancelotti, a artilharia da seleção também ficou longe dos centroavantes. Estêvão liderou a lista antes da Copa de 2026, com cinco gols, mas foi ultrapassado por Vini Jr. durante o Mundial. Com sete gols, o atacante do Real Madrid terminou a competição como o principal goleador da era do italiano.A experiência com Raphinha de falso 9 não define, por si só, o dono da posição no novo ciclo. É, porém, uma chance de testar na seleção uma solução que já produz gols no Barcelona. Depois de tantas tentativas com centroavantes de características diferentes, Ancelotti entrega o espaço a um jogador que começou a temporada como um dos principais artilheiros do futebol europeu.O jogo em Brisbane será o último compromisso da seleção brasileira na Austrália. A delegação permanece no país até quinta-feira, quando viaja para Calcutá, na Índia. Lá, o Brasil enfrenta os donos da casa no próximo sábado (3), no terceiro e último amistoso desta Data Fifa.
Os artilheiros da 'Era Ancelotti'
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