A Heineken gosta de se posicionar como a marca que ajudou a melhorar o padrão de qualidade das cervejas premium consumidas atualmente no Brasil. Mais de dez anos depois de sua chegada ao país, a empresa, que se tornou líder no segmento de cervejas premium, está trabalhando com produtos naturais na classe de cervejas mais econômicas.
"As marcas que estão no segmento economy vão melhorar seu padrão de qualidade, já estão melhorando. Nós trabalhamos com ingredientes 100% naturais", diz Mauricio Giamellaro, CEO da Heineken no Brasil, durante entrevista ao programa "UOL Líderes", videocast do UOL Economia que entrevista líderes do mundo empresarial.
No portfólio da empresa com mais de 20 marcas, as cervejas da categoria econômica são Kaiser, Glacial, Schin e Bavária. "Essa foi a fórmula de sucesso com a Amstel (que é da categoria mainstream). Eu acredito que é possível oferecer um produto com qualidade maior mesmo no segmento não premium", afirma Giamellaro.
A aposta em ingredientes naturais no processamento das cervejas e de outras bebidas faz parte da visão estratégica da empresa para ampliar a participação no mercado em termos de valor (preço da cerveja). "Nosso objetivo estratégico é ganhar em valor, mantendo a força da marca, que é o que a gente chama de brand power", diz Giamellaro.
Para a Heineken, o mercado de cerveja tem se movimentado mais em valor (preço da cerveja) do que em volume (quantidade em litros) nos últimos anos. Mas eventos como Copa do Mundo e até eleições ajudam a empresa a ganhar mercado em volume também. "Hoje, o valor cresce mais do que o volume, mas apostamos que vão andar juntos", diz o executivo.
A Copa do Mundo, por exemplo, ajudou a companhia a ampliar as vendas de Heineken e Amstel. "Por isso estamos positivos. O resultado do terceiro trimestre foi melhor", afirma o CEO da empresa. Atualmente, a participação (em termos de valor) da empresa no mercado como um todo é mais alta do que em volume. De cada dez cervejas premium vendidas no país, seis são da marca Heineken.
Para os próximos anos, a companhia pretende ver os resultados de uma aposta iniciada em 2020, que foi a criação do segmento chamado de 'mais equilíbrio'. "A gente acredita que daqui para frente o brasileiro vai buscar funcionalidade ligada à cerveja, ou seja, menos calorias e glúten e menos álcool, só que com a manutenção da qualidade da marca", afirma Mauricio. Mas, não é apenas no segmento de cerveja. A Heineken pretende ampliar o mix de produtos e caminhar cada vez mais para se tornar numa companhia de bebidas.
Nessa linha, a empresa tem os refrigerantes Fys e Itubaína, a Baer-Mate e as águas Mamba Water, em lata, e a Schin. "Vamos trabalhar cada vez mais forte no segmento de refrigerantes, adicionar mais funcionalidades aos produtos, como por exemplo, a Mamba Protein, trazendo proteína de colágeno, com PCA e base água", diz Giamellaro.
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