O primeiro jogo da NFL no Rio de Janeiro teve cara de domingo no Maracanã, que recebeu bom público para Dallas Cowboys e Baltimore Ravens. Os 72.792 presentes vibraram durante o duelo, se emocionaram no hino nacional cantado por Péricles e cantou "Evidências" a plenos pulmões no terceiro quarto.
O jogo, inclusive, passou a ser o maior público do estádio em 2026, ultrapassando os 72.481 presentes de Flamengo x Cruzeiro
A torcida para a equipe de Dallas, franquia histórica da liga, esteve nitidamente maior, e rolou até musiquinha no último quarto, com palmas ritmadas e gritos de "Cowboys, Cowboys" e "Let's go, Cowboys. Os touchdowns e as roubadas de bola foram bastante celebrados.
O Maracanã teve pessoas de diversos estados e países. Muitos torcedores dos Cowboys e dos Ravens eram dos Estados Unidos, e houve brincadeiras nos encontros dos rivais no pré-jogo.
Com um esquema de segurança reforçado nos arredores do estádio e ruas fechadas, houve trânsito mais intenso nos bairros próximos. Para o acesso à área de ativação e arquibancada, pontos de revista com raio-x foram montados.
O público chegou cedo e aproveitou uma área com diversos estandes, montada em um estacionamento ao lado do Maracanã. Havia desde lanchonete até desafios para os fãs se sentirem como jogadores da modalidade e sentirem um pouco mais dentro do universo da NFL, e com direito a brinde. Em um deles, com a bola na mão, tinha de passar por pequenos obstáculos e, depois, cair em uma espécie de colchão.
A loja oficial teve uma grande procura e era possível adquirir produtos de diversas franquias e peças de roupa feitas especialmente para o jogo no Rio.
Antes do apito inicial, houve emoção com o hino nacional, que foi interpretado por Péricles. No terceiro quarto, o hino extraoficial do Brasil levantou a galera. "Evidências", sucesso na voz de Chitãozinho e Xororó, tocou no alto-falante e a arquibancada acompanhou a plenos pulmões.
No show do intervalo, o público se empolgou com "Livin' la Vida Loca", de Ricky Martin. Antes, o funk de Pedro Sampaio já tinha feito os presentes dançarem na arquibancada.
O ambiente esteve bem plural e amistoso. Diferentemente do que aconteceu na Neo Química Arena, nas duas edições anteriores de partidas da NFL no Brasil, o Maracanã liberou camisas de futebol e muitos foram com as cores de sua paixão. Os uniformes dos quatro cariocas — Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco — tiveram bom volume, mas foi possível ver também camisas de clubes de outros estados e também do exterior.
Muitos, inclusive, foram com camisas de franquias de futebol americano que não estavam envolvidas no jogo. Uniformes do New England Patriots, que ganhou notoriedade no Brasil por conta do relacionamento do quarterback Tom Brady com Gisele Bündchen, eram facilmente encontrados. Green Bay Packers, Kansas City Chiefs, Washington Commanders e San Francisco 49ers foram alguns dos representados.
Próximo ao fim do jogo, alguns torcedores já foram deixando o estádio, mas, quem ficou, foi agraciado com um jogo decidido, literalmente, no último lance. O samba de Beth Carvalho deu o tom da celebração dos Ravens, que venceram por 34 a 31 após um chute quando restava um segundo para o duelo acabar.
Na saída do jogo, enquanto o público descia a rampa do Maracanã, houve disputa de gritos entre torcedores dos times cariocas, mas ficou apenas neste tom.
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