A vantagem do vencedor sobre o derrotado na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro tende a ser menor do que a diferença registrada em 2022, avaliou o sociólogo e professor do Mackenzie Rodrigo Prando no UOL News, do Canal UOL.
Na reta final do primeiro turno, levantamentos estaduais indicam Lula à frente no Nordeste e Flávio com força no Sul e no Centro-Oeste. Para Prando, o quadro ainda fica mais incerto quando se olha para os maiores colégios eleitorais.
Essas pesquisas que mostram, por estado, aqueles que estão à frente também não consideram, por exemplo, a abstenção daqueles que porventura não forem votar. Então, de novo, quando você faz uma leitura deste quadro e fala assim, olha, parece que o Lula tem uma vantagem. Não tem tanta vantagem assim, porque você tem os três maiores colégios eleitorais, que é São Paulo, Rio de Janeiro e as Minas Gerais, em que está muito apertado.Rodrigo Prando
Na análise do sociólogo, o mapa por estados ajuda a enxergar tendências, mas não fecha a conta do resultado final. Ele disse que a disputa "acerradíssima" leva as campanhas a procurar nichos específicos para tentar virar ou ampliar vantagem.
Dentro dessas regiões também existe uma segmentação do eleitorado que os dois, o Flávio e o Lula, estão buscando, que são os mais jovens e os mais idosos. Então são também formas de se encontrar um ponto em que alguém possa, dentro dessa disputa acerradíssima, ter uma leve vantagem.Rodrigo Prando
Prando também afirmou que, mesmo com atenção dada ao Nordeste, o desempenho nos grandes estados deve pesar na margem final. Para ele, o resultado pode ser mais apertado do que o observado na eleição passada.
Eu tendo a crer que a vantagem do vencedor para o derrotado será menor do que foi a vantagem do Lula para o Jair Bolsonaro em 2022.Rodrigo Prando
Ao ampliar o olhar para além da disputa doméstica, o sociólogo citou uma conexão internacional da extrema direita e disse que esperava ver o tema da soberania com mais força no debate político.
Eu imaginei que o tema da soberania seria muito mais forte no debate político do que foi. Porque aquilo que os Estados Unidos estão requerendo do Brasil, e eles têm feito com outros países, raia a questão da insanidade.Rodrigo Prando
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