Sem querer ensinar a Ave Maria ao vigário, aqui vai uma sugestão à direção do Flamengo que se orgulha, com motivos, de ter a melhor gestão entre os clubes esportivos brasileiros: vá ao mercado explorar o potencial de time mais popular do Brasil.
Não faltaram patrocinadores antes das bets, mesmo quando mal administrado e até ameaçado pelo rebaixamento, não faltarão agora, quase hegemônico na América do Sul.
Procure, por exemplo, a Volkswagen.
O marketing rubro-negro sabe o que a marca significa em alemão: Carro do Povo.
Sabe, também, que dos dez clubes mais valiosos do mundo, nenhum tem Bet com patrocinador máster.
O único que um dia teve, aliás, foi o Real Madrid, entre 2007 e 2013, e desde então tem a Emirates.
O Barcelona (Spotify), o Manchester United (Snapdragon), o Liverpool (Standart Chartered), o PSG (Qatar Airways), o Bayern Munique (Deutsche Telekon), o Manchester City (Etihad Airways), o Arsenal (Emirates), o Chelsea (sem patrocínio máster no momento, apenas com a Circle) e o Tottenham (AIA), sobrevivem muito bem assim.
Inegável o transtorno de corte abrupto, mas o clube do povo não deve voltar as costas para a saúde pública e o endividamento de sua torcida. Basta ter feito o que fez durante a pandemia da covid.
Estão aí as grandes marcas de vendas on-line, as companhias aéreas, automobilistas, do agronegócio, a farmacêutica, os bancos, as petrolíferas.
Com a vantagem de não serem conhecidas por lavar dinheiro, não estimular o vício.
A Betano, o marketing da Gávea sabe, está longe de ser santa. Basta uma rápida pesquisa para verificar, dar um google, como se diz.
E que todos aprendam o que deveria ser sabido desde 2004, em meio ao primeiro escândalo do governo Lula, quando os bingos foram proibidos, depois de 11 anos de vigência graças ao jabuti incluído na Lei Zico.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL
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