Nick Pappas, diretor de campos da NFL, comentou sobre o gramado do Maracanã — alvo de muitas críticas nas últimas semanas — e os ajustes feitos de acordo com as necessidades da liga. Neste domingo (27), o estádio recebe o confronto entre Dallas Cowboys e Baltimore Ravens, pela temporada regular da liga.
Nossa jornada para o [jogo no] Rio começou um pouco mais atrás. Comecei a visitar em janeiro e passei por várias viagens aqui durante o verão. Obviamente, quando entra no inverno, vem uma temporada mais desafiadora. Muitas chuvas aconteceram nas últimas semanas, o que fez algumas alterações no nosso plano de preparação. Mas foi uma boa semana até agora. Felizmente, o sol está brilhando e temos um bom clima neste momento da semana. Mas, como muitos sabem, fizemos algumas melhorias para o nosso jogo Nick Pappas
A NFL assumiu as operações do Maracanã na noite do último domingo, após o duelo entre Flamengo e Red Bull Bragantino, pelo Campeonato Brasileiro.
O gramado recebeu aplicação de fibra sintética na última quinta-feira. Segundo informação da própria administração do estádio, o processo "consiste em uma sobrecostura, aumentando a resistência e a segurança do campo".
O UOL esteve no Maracanã neste sábado e pode ver alguns funcionários da NFL fazendo os últimos ajustes no piso.
Jogamos em uma janela de 60 a 90 dias, passando por três climas, e às vezes todos diferentes, dependendo da localização do jogo. Tem jogos em Seattle, Texas e Pitsburgo, a temperatura e o clima podem ser bastante diferentes, e no mesmo dia. Então, entendendo como manejar uma superfície com os desafios do clima, com os desafios das diferenças arquiteturais, nos estádios indoors e nos estádios abertos Nick Pappas
Nick Pappas ressaltou ainda a diferença entre o futebol que é praticado na maior parte do tempo no Maracanã, o da bola redonda, com o futebol americano.
"Nosso estilo de jogo é bem diferente. Os atletas são, geralmente, maiores e mais fortes, movendo-se a diferentes velocidades e tendo diferentes movimentos em relação aos atletas de futebol. Para nós [organização], o foco é sempre a interação da superfície com os atletas, enquanto no futebol temos a interação da superfície com a bola. O jogador [de futebol americano] tem de ser capaz de mudar de direção e fazer os movimentos que são esperados. São diferentes os desafios cada vez que vamos a um estádio de futebol", apontou.
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