No camarote do encontro do presidente Lula com empresários nesta sexta-feira à noite, a conversa, claro, girou em torno do resultado do primeiro turno no domingo que vem.
Empresários mostraram curiosidade sobre eventuais impactos de medidas como o fim das bets e o aumento do Bolsa Família na decisão do voto.
Um auxiliar de Lula disse que a decisão de acabar com as apostas e cassinos online foi motivada pela indignação pessoal do presidente com o estrago do vício nas famílias e na sociedade.
Por rodas com Joesley Batista, dono da JBS, e Rubens Ometto, da Cosan, circularam o vice-presidente Geraldo Alckmin, e o presidente do PT, Edinho Silva.
Também estavam lá Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú, Gustavo Pimenta, presidente da Vale, e Ivan Monteiro, da Axia, entre outros.
Do lado do governo, ministros como Alexandre Silveira (Minas e Energia), Alexandre Padilha (Saúde) e o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, candidato ao governo paulista.
Quando o presidente Lula chegou, foi aberto um camarote VIP Plus A+, ainda mais restrito. O petista cumprimentou os anfitriões —o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do grupo Prerrogativas, e o empresário João Carlos Camargo, do grupo Esfera Brasil.
Em seguida, deu um longo abraço no ex-deputado Almino Afonso, de 97 anos, que o aguardava no grande salão do hotel Tivoli, nos Jardins.
Lá papeavam quase 700 empresários, advogados, médicos, intelectuais e jornalistas.
Em seu discurso, Lula foi aplaudido ao dizer que "estabilidade fiscal é uma obrigação nossa. Não é nem mérito. É uma obrigação".
Também recebeu uma salva de palmas ao declarar que não se pode "blefar" na eleição.
"Não preciso falar mal de ninguém, vocês estão vendo quem são os candidatos", afirmou."Qual é a dúvida? Se tivessem uma dúvida entre um gênio e eu, mas vocês não estão fazendo essa escolha. Não pode blefar. Se blefar, vai quebrar a cara."
Com o Brasil fora do mapa da fome, Lula mudou o "sonho de que todo brasileiro faça três refeições por dia".
À plateia, ele declarou que seu "sonho é transformar esse país num país de classe média".
"Eu não me contento com salário mínimo de R$ 2.000, R$ 3.000. Se o trabalhador ganhar mais vai resultar em você, empresário, ganhar mais", argumentou.
Lula disse que uma sociedade de consumo gera demanda para aumentar a produção das empresas e a economia, progredir.
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