O Mercado Livre começa a vender medicamentos com receita em São Paulo nesta sexta-feira, 25, e a Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) diz que vai questionar a legalidade da operação na Anvisa. A informação foi publicada pela Exame.
O que aconteceu
A plataforma anunciou a venda de antibióticos e canetas para emagrecimento, como Ozempic, durante o evento Meli Experience, em São Paulo. O consumidor poderá enviar a receita para análise de um farmacêutico da operação antes da liberação da compra.
A Abrafarma afirma que a venda de medicamentos em marketplaces segue proibida até a conclusão da regulamentação discutida pela Anvisa. "A venda anunciada de remédios por meio da plataforma, inclusive com receita, fere a legislação", declarou a entidade.
A Anvisa informou em comunicado de dez de agosto que a revogação de resoluções sanitárias não autoriza automaticamente a venda de produtos farmacêuticos. A agência afirmou que a aplicação da nova lei depende de regulamentação ainda não editada.
O anúncio também provocou queda nas ações de redes de farmácia na Bolsa nesta quinta-feira, 24. RD Saúde caiu 5,38%, Pague Menos recuou 8% e Panvel perdeu 4,90%.
Fernando Yunes, diretor-presidente (CEO) do Mercado Livre no Brasil, afirmou que a plataforma identificou procura por medicamentos entre seus usuários. "A taxa de conversão de medicamentos é muito maior quando comparada aos demais produtos", disse.
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