O Palmeiras mostra força mental para ganhar jogos grandes até quando atua abaixo do esperado, disse Walter Casagrande no Fim de Papo, do Canal UOL.
Na análise, o comentarista comparou o time de Abel Ferreira com rivais e defendeu que a "personalidade" pesa em mata-matas. Ele também fez ressalvas ao comportamento do treinador fora do campo.
É uma equipe de muita personalidade, de muita força. Mesmo não jogando tão bem, ela tem essa... não só a força de um elenco tecnicamente muito bom, fisicamente muito bom, taticamente muito bom, mas é um time de personalidade. E muitas vezes times bons, com personalidade, ganham as partidas importantes mesmo jogando mal.Walter Casagrande
Ao explicar o que chama de diferença competitiva, Casagrande usou o Corinthians como contraponto e disse que o Palmeiras consegue sustentar resultados mesmo quando o desempenho não convence.
O Corinthians perdeu de Estudiantes sem personalidade nenhuma. O Corinthians é fraco, não joga nada e não tem personalidade. O Palmeiras é diferente.Walter Casagrande
O debate avançou para a relação entre Abel Ferreira e a torcida. Para Bira, o desgaste aparece com mais força quando o time oscila, porque os resultados deixam de "proteger" o treinador das críticas.
Eu acho que o torcedor do Palmeiras só se irrita com o Abel quando o resultado também não vem, porque quando vem, acaba que: enfim é a personalidade dele. Rola uma série de justificativas ali.Bira
Flávio Latif citou a estratégia usada na partida contra a LDU e disse que a escolha por um time mais defensivo gerou questionamentos, apesar da classificação. Ele também destacou a entrada de Vitor Roque no segundo tempo e a reação do torcedor ao sufoco no fim.
No time titular, o Abel sacou o Vitor Roque do time, colocou mais um meio-campista, o Lucas Evangelista, com a clara estratégia do Palmeiras só de se defender. Em muitos momentos do jogo, o Palmeiras jogou num 5-4-1. (...) A estratégia deu certo, né? Tanto é que o Palmeiras fez 2 a 1. O Vitor Roque entra no segundo tempo e é mais uma vez importante.Flávio Latif
Casagrande, por sua vez, disse admirar o trabalho do treinador, mas afirmou que o comportamento em entrevistas e à beira do campo não pode virar algo "normal". Para ele, o Abel tem peso direto no ciclo vencedor do clube, mas passa do ponto em expulsões e reações.
Eu sou fã do trabalho do Abel, mas não gosto das entrevistas e do comportamento do Abel.Walter Casagrande
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