Após aumento de juros decidido pelo Banco Central americano nesta quarta-feira, os índices de ações oscilam sem viés único: o Dow Jones da Bolsa de Nova York, composto principalmente por indústrias e bancos, tem leve baixa, enquanto o índice amplo S&P 500 e o índice da Bolsa eletrônica Nasdaq sustentam variações positivas.
Como estão os mercados
Bolsas de Nova York reagem com variações opostas após decisão do Fed. Às 15h15 (de Brasília), a principal variação positiva era a do Nasdaq (+69%), que reúne os ativos de tecnologia. A alta reverte parcialmente as maiores perdas nos últimos pregões em meio à queda dos papéis ligados à IA (Inteligência Artificial). O S&P 500 também avança, em 0,34%, enquanto o Dow Jones, composto por empreses de grande porte, recua 0,06%.
Banco Central dos EUA aumenta juros pela primeira vez em três anos. A decisão anunciada pelo Fed leva a taxa de referência da economia norte-americana para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Uma alta de juros não era anunciada nos Estados Unidos desde julho de 2023, quando a taxa passou para o intervalo entre 5,25% e 5,5% ao ano.
Foi o primeiro aumento promovido pelo Fed (Federal Reserve) sob comando do novo chairman. Kevin Warsh, indicado por Donald Trump, já vinha alertando que terá trabalho a fazer, caso as projeções de inflação não recuem. Taxa vinha sendo mantida estável nos encontros anteriores, entre janeiro e junho, após três reduções consecutivas entre setembro e dezembro de 2025.
Inflação é principal motivação para o aumento dos juros. A recente aceleração do índice de preços dos Estados Unidos reforça as perspectivas para a decisão a ser tomada pelo Fed. No acumulado de 12 meses até agosto, a inflação ao consumidor norte-americano permaneceu em 3,4%, variação 1,4 ponto percentual acima da meta de 2% trilhada pelo Fed.
Cotação do petróleo apresenta queda pela após sucessivas altas. Por volta das 15h10, os contratos do Brent, referência internacional para o combustível, com entregas previstas para novembro, recuavam 3,7%, para US$ 104,78 por barril. A queda foi originada após dados apontarem aumento nos estoques de petróleo norte-americanos.
Europa e Ásia
Bolsas europeias se recuperam após duas sessões consecutivas de perdas. Os índices europeus fecharam antes do anúncio do Fed. Indicadores recuperaram parte das perdas dos dois pregões anteriores, em meio ao recuo do petróleo, com relatos de conversas entre os Houthis e os EUA e diante da melhora do apetite por risco que prevalecia antes da decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). O alívio nos preços de energia favoreceu ações de tecnologia, bancos e setores cíclicos, embora dados fracos da indústria da zona do euro tenham limitado o avanço..
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,28%, a 10.688,47 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,62%, a 25.558,88 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,62%, a 8.140,59 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,80%, a 51.969,12 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,55%, a 19.663,80 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 1,00%, a 9.540,66 pontos. No Reino Unido, o CPI acelerou a 3,1% em agosto. Para o ING, porém, a alta segue concentrada em energia e não exige postura mais dura do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), que anuncia na quinta-feira sua decisão de juros.
Banco da Inglaterra deve adotar nova postura de cautela e manter os juros atuais. Após a inflação anual do Reino Unido acelerar para 3,1% em agosto, as projeções dos analistas indicam que a próxima definição de política monetária do bloco vai manter a taxa básica de juros em 3,75%, diferentemente da postura adotada pelo BCE (Banco Central Europeu), que subiu os juros na semana passada.
Na Ásia, os mercados também fecharam o dia no azul. O índice Nikkei, de Tóquio, subiu 0,69%, para 63.982 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,37%, aos 6.717,97 pontos. Já na China, o Xangai Composite avançou 0,71%, para 3.891,60 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composite subiu 1,33%, para 2.476,48 pontos.
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