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UOL Economia há 46 d • Ter, 15 Set 2026 07:04:54 -0300

Bolsas mundiais caem com alta do petróleo e espera por novos juros dos EUA

Bolsas mundiais caem com alta do petróleo e espera por novos juros dos EUA

Os principais índices acionários do mundo recuam nesta terça-feira (15) com os mercados à espera da definição do novo patamar dos juros nos Estados Unidos. A alta do petróleo em meio às incertezas no Oriente Médio também também contribui para o pessimismo generalizado.

O que está acontecendo

Nova York tem sessão negativa. Os principais acionários Unidos apresentavam queda na abertura, pressionados pelos preços altos do petróleo, pelas taxas dos Treasuries e perspectivas incertas para a demanda por IA. Segundo analistas, esses fatores mantêm os investidores cautelosos. Por volta das 14h (horário de Brasília), o Dow Jones, formado pelas grandes empresas, que recuava 0,87%, aos 51.966 pontos, enquanto o índice amplo S&P 500 registrava perdas de 0,50%, a 7.581 pontos. Na Bolsa eletrônica Nasdaq, o índice Nasdaq, com peso relevante das empresas de tecnologia, perdia 0,81%, em 25.973 pontos.Ontem, as Bolsas dos EUA fecharam o dia em baixa. Entre os principais índices, a maior perda foi registrada pelo Nasdaq (-0,56%) que concentra os ativos de tecnologia e sofreu com a queda dos papéis ligados à IA (Inteligência Artificial). O S&P 500 (-0,56%) e o Dow Jones (-0,29%) também registraram perdas.

Mau humor antecede decisão sobre os juros nos EUA. Os olhares do mercado financeiro estão voltados para a definição da nova taxa de juros da economia norte-americana, a ser anunciada na tarde de amanhã (16). Para 92,5% dos analistas, o Federal Reserve, Banco Central dos EUA, vai elevar as taxas de referência em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano, mostra a ferramenta de monitoramento do CME Group.

Petróleo em alta também contribui para o pessimismo. A cotação do Brent, referência internacional para o combustível, subia 3,3% às 14h. Com a variação, os contratos com entregas previstas para novembro são negociados a US$ 109,11 por barril. Os valores permanecem acima de US$ 100 há uma semana.

Rendimento dos Treasuries de 10 anos atingiu 5,041% nesta terça-feira, maior nível desde 2007, em meio à venda global de títulos. Tensões no Oriente Médio elevam preocupações com preços de energia e inflação. O cenário tornou uma alta de 0,25 ponto percentual dos juros pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, nessa quarta-feira praticamente certa.

Bolsas da Europa também têm dia no vermelho. Índices acionários fecharam majoritariamente em queda nesta terça-feira, 15, pressionadas por bancos e pela aversão a risco diante do petróleo e dos juros longos elevados. O avanço da energia reforçou preocupações inflacionárias às vésperas da decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), enquanto investidores continuaram avaliando os riscos de uma desaceleração dos investimentos em inteligência artificial (IA)..

Queda atingia os principais mercados do continente. Em Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 0,37%, a 10.658,13 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,07%, a 25.423,47 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,34%, a 8.090,28 pontos. Em Milão, o FTSE MIB cedeu 0,14%, a 51.555,19 pontos. Em Madri, o Ibex 35 perdeu 0,05%, a 19.555,90 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,71%, a 9.446,63 pontos.

Na agenda, o desemprego britânico ficou em 4,9% nos três meses até julho, enquanto salários sem bônus cresceram 3,5%. Andrew Wishart, do Berenberg, avaliou que a fraqueza do mercado de trabalho deve limitar o repasse da alta de preços aos salários e projetou apenas uma alta adicional do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês). Na zona do euro, o superávit comercial ajustado subiu a 5 bilhões de euros em julho. Já o índice ZEW de expectativas da Alemanha avançou a 34,7 em setembro, abaixo do esperado.

Bancos estiveram entre as principais pressões, apesar de conseguirem recuperar parte das perdas ao longo do pregão. UBS recuou 3,4%, Deutsche Bank cedeu 2,4%, Société Générale caiu 0,9% e UniCredit perdeu 2,2%. Richard Hunter, da Interactive Investor, disse que juros mais altos e condições econômicas mais difíceis podem elevar os calotes de clientes. Em Frankfurt, Deutz (-2,4%), Lanxess (-2,6%) e DWS (-3,1%) recuaram. No setor de energia, o petróleo acima de US$ 100 sustentou Repsol (+3,1%) e Eni (+1,8%). Entre semicondutores, ASML (-0,7%) e ASM International (-1,2%) recuaram, mas reduziram perdas ao logo da sessão, enquanto Infineon subiu 0,5%.

Na Ásia, as Bolsas fecharam a sessão em baixa. O Nikkei de Tóquio ficou praticamente estável com perda de 0,01%, para 63.484,10 pontos. Já o sul-coreano Kospi cedeu 0,85% em Seul, para 6.627,26 pontos, o Hang Seng caiu 1% em Hong Kong, para 24.667,24 pontos, e o Taiex recuou 0,77% em Taiwan, para 45.511,49 pontos.

Na China, os índices também absorveram as perdas. O Xangai Composite recuou 0,54%, para 3.864,28 pontos, enquanto o índice menos abrangente Shenzhen Composite caiu 0,82%, para 2.444,04 pontos. As quedas ocorreram após dados oficiais mostrarem bom desempenho da indústria em agosto, mas perda de força no varejo.

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