O estado de São Paulo está sob alerta de perigo para tempestade e acumula ocorrências relacionadas ao mau tempo hoje, com suspensão de aulas em ao menos seis cidades.
O que aconteceu
Nas seis primeiras horas de hoje, 38 alertas diferentes foram enviados para todas as regiões do estado, segundo a Defesa Civil. Na cidade de Araras, o alerta foi enviado no sistema cellbroadcast. No resto do estado, ele chegou aos moradores por SMS.
Na capital, uma casa desabou e outras quatro ficaram sob risco iminente de desabamento no bairro da Sapopemba, zona leste. Segundo o Corpo de Bombeiros, o acionamento aconteceu às 4h32 e ninguém ficou ferido.
As aulas municipais de Cotia foram suspensas hoje. A cidade, a pouco mais de 30 km de São Paulo, afirmou que a medida é "preventiva" e foi pensada para a segurança dos alunos.
As Fatecs e Etecs de cinco regiões do estado também suspenderam aulas por causa das tempestades. Escolas e faculdades em Presidente Prudente, Marília, Itapeva, Sorocaba e Registro ficarão abertas somente para equipes de gestão, para atendimento e orientação familiar por determinação do Governo de São Paulo.
O governo também suspendeu os eventos realizados ao ar livre nessas áreas. Um gabinete de crise será instalado a partir das 14h de hoje, reunindo Defesa Civil, Bombeiros, polícias, SP Águas, Artesp, DER e concessionárias de luz, gás e telefonia.
Chuva de granizo atingiu as cidades de Flórida Paulista e Presidente Epitácio ontem. O vento derrubou dois postes na cidade de Pinhalzinho, suspendendo parte da energia no município.
Solo molhado favorece o registro de deslizamentos de terra, que já aconteceram ontem em São Miguel Arcanjo, Itapecerica da Serra, Matão e Ribeira. Na cidade de São Miguel Arcanjo, um imóvel foi interditado parcialmente pelo deslizamento.
Alagamentos e quedas de árvore marcaram a maioria das ocorrências. Duas pessoas ficaram desalojadas por um alagamento em Salto de Pirapora, segundo a Defesa Civil.
Tempo instável traz temporais para parte do estado de São Paulo hoje, principalmente no turno da manhã. Os ventos podem passar de 90 km/h, com risco de tornados e microexplosões, assim como possibilidade de granizo e chuva muito forte em pouco tempo.
Frente fria e ciclone extratropical vão aumentar a instabilidade. Áreas de baixa pressão devem se intensificar sobre o Sul e o Paraguai, favorecendo a formação de nuvens carregadas em São Paulo, Paraná e no sul de Mato Grosso do Sul.
Identificar rachaduras em muros ou paredões. As fissuras podem indicar instabilidade na estrutura de casas e encostas.
Perceber escoamento de água barrenta de encostas. Isso pode ser sinal de um deslizamento de terra prestes a acontecer.
Ouvir estalos em blocos e rochas ou ver trincas em solo ou nas paredes. Essas movimentações também podem sinalizar um deslizamento. Se estiver dentro de casa, observe se as janelas e portas ficaram emperradas, pois isso também pode sinalizar risco estrutural.
Ver postes ou árvores inclinadas ou muros "com barriga". Essas deformações são indicativos de deslocamento do solo ou estrutura comprometida.
O número da Defesa Civil de São Paulo é 199 e ele deve ser acionado em todas as situações acima. Outro número importante para se ter em mãos é o do Corpo de Bombeiros: 193.
Ações preventivas podem ajudar
Previsões meteorológicas e alertas da Defesa Civil podem ser acompanhados pela internet. Os órgãos sinalizam áreas de risco pelas redes sociais e também por SMS, em alerta sonoro.
Prepare um kit de emergência. A Defesa Civil da cidade de São Paulo orientou que moradores em áreas de risco tivessem sempre em mãos uma mochila com água potável, lanternas, pilhas, alimentos e um kit de primeiros socorros para situações nas quais serviços essenciais fiquem suspensos.
Mantenha documentos importantes em áreas de fácil acesso e em locais altos. A Defesa Civil também orienta que a população mantenha calhas e ralos limpos e evite jogar lixo nas ruas.
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