A terceira vez não foi a da sorte para Jessica Pegula, e Aryna Sabalenka está de novo na final feminina do US Open. A bielorrussa superou a norte-americana por 2 sets a 0 (7/5 e 6/2), nesta quinta-feira (10), no Arthur Ashe Stadium, em Nova York (EUA).
Agora ela vai enfrentar Elena Rybakina, que ganhou da norte-americana Coco Gauff por 2 sets a 1 (3/6, 6/4 e 6/4). Coincidentemente, é a tenista do Cazaquistão quem desbancará Sabalenka do posto de número 1 do mundo no ranking da WTA após o torneio, independentemente do resultado da final.
Sabalenka avança
Tabu mantido e em busca do tricampeonato. Bicampeã consecutiva do torneio norte-americano, em 2024 e 2025, Sabalenka eliminou Pegula na semifinal do ano passado e foi campeã no ano anterior justamente com vitória sobre a atual número 3 do mundo.
Sabalenka não venceu Grand Slams em 2026. Ela sofreu com resultados ruins ao longo da temporada, mas busca o quarto título nesta temporada. A bielorrussa foi campeã do WTA 500 de Brisbane e dos WTA 1000 de Indian Wells e Miami.
Pegula tem quatro WTA 1000 e um total de 11 títulos na carreira, mas, por enquanto, ainda não conquistará o primeiro Grand Slam. Ela foi campeã em Guadalajara (2022), Montreal (2023), Toronto (2024) e Dubai (2026).
Nas quartas, Pegula virou jogo contra Emma Navarro (3/6, 6/4 e 6/3), compatriota número 27 do mundo. Sabalenka despachou a tcheca Linda Noskova, número 6 do ranking, em duelo acirrado: 2 sets a 1, em parciais de 7/6 (1), 3/6 e 7/6 (7).
A final feminina de simples acontecerá no próximo sábado (12). O horário ainda será definido pela organização do torneio.
Dominância no duelo direto
O terceiro encontro seguido de Sabalenka e Pegula no US Open não é coincidência. Ambas preferem a quadra com piso duro, usado no torneio. A bielorrussa, por exemplo, conquistou 21 dos seus 24 títulos na carreira em competições que utilizam o piso. Para a norte-americana, sete dos 11 títulos.
No confronto entre elas, essa foi a oitava vitória de Sabalenka em 11 partidas. Em 2024, na final do US Open, Pegula ficou no quase em dois sets: duplo 7/5. No ano seguinte, na semifinal, a bielorrussa venceu de virada: 4/6, 6/3 e 6/4.
A decisão naquele US Open há dois anos, inclusive, foi a única em Grand Slams na carreira de Pegula. A busca continuará em 2027, já que o torneio norte-americano costumeiramente encerra o calendário de Slams.
Como foi o jogo
Pegula e Sabalenka começaram encaixando ótimos saques. A bielorrussa teve quatro aces no primeiro set, enquanto Pegula converteu quase 75% dos primeiros saques e venceu o ponto em 19 de 23 ocasiões (83%).
Mesmo quando se viram em apuros nos games de serviço, ambas conseguiram reagir. No quarto game, Pegula salvou um break point com um belo winner. Cinco games depois, Sabalenka mandou na rede, cometeu dupla falta na sequência e deu o break point para a norte-americana.
Perder este game seria um desastre para Sabalenka, que daria a chance de Pegula sacar para o set, mas a reação foi imediata. Saque forte, winner e a confirmação do serviço no ponto seguinte: 5/5.
Muitos erros não forçados da bielorrussa (12) no set inicial também atrapalharam, mas os winners compensaram. Foram 17 no total, um deles no último game do set, quando Sabalenka quebrou o saque de Pegula e fechou a primeira parcial em 7/5.
No segundo set, Sabalenka começou sacando, e Pegula empatou com bons saques. Se a quebra demoraria a chegar no set anterior, desta vez foi mais rápido. No quarto game, a norte-americana começou com um ace, mas a bielorrussa acertou dois winners seguidos, virou, e ganhou a batalha no 40-40 com mais uma boa rebatida cruzada: Com a confirmação do serviço sem seguida, ela abriu vantagem de 3/1.
O restante do set teve confirmações de serviço, até o sétimo game, momento em que Sabalenka brilhou de novo, quebrou e venceu a partida sob aplausos do brasileiro Ronaldo Fenômeno, amante da modalidade.
Rybakina na final
A cazaque superou Gauff de virada, no encerramento da rodada de quinta-feira, garantindo a vitória com parciais de 3-6, 6-4 e 6-4.
O apoio incondicional da torcida na quadra central Arthur Ashe não foi suficiente para evitar a derrota da tenista americana.
Com isso, a final do US Open colocará frente a frente as duas tenistas em melhor momento na temporada para um tira-teima na quadra rápida do torneio no último Grand Slam do ano.
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