O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, cancelou nesta quinta-feira (10) a segunda sessão do plenário seguida em meio à maior crise da história recente da corte. Com isso, o tribunal não fez nenhuma sessão ordinária nesta semana, já que a Segunda Turma também teve sessão cancelada na terça (8).
Fachin foi aconselhado por pessoas próximas a deixar a reunião presencial e pública dos ministros para a ocasião em que vão debater o relatório da Polícia Federal que aponta Alexandre de Moraes como o interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
O presidente do Supremo convocou uma sessão extraordinária para a próxima terça (15) para o plenário decidir sobre o documento da PF. O julgamento pode resultar na abertura de investigação contra Moraes ou na anulação do relatório que mostra diálogos entre o ministro e Vorcaro.
De acordo com auxiliares do presidente da corte, ele avaliou risco real de a sessão desta quinta ser usada para antecipar debates que estão planejados para ocorrer na próxima terça.
Foi também considerada a possibilidade de que falas de Moraes pudessem agravar as tensões com o ministro André Mendonça.
Outra expectativa cogitada nos bastidores foi eventual provocação de Flávio Dino, após o ministro ter atravessado o próprio Fachin sobre o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF.
Dino reintegrou Andrei ao comando da PF, após o delegado ter sido afastado do posto por Mendonça. Entre uma decisão e outra, Fachin havia pedido informações a Mendonça a respeito do caso para deliberar sobre o tema.
Um ministro defendeu que um pouco de normalidade institucional em meio ao caos poderia vir a calhar, com o julgamento regular dos processos tributários da pauta. No entanto, Fachin acabou de fato cancelando a sessão mais uma vez.
Na disposição das cadeiras do plenário do STF, Moraes e Mendonça sentam lado a lado.
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Recurso exclusivo para assinantes
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.