Os bancários da Caixa Econômica Federal iniciaram hoje uma paralisação nacional das atividades. A mobilização resulta da rejeição da proposta de renovação do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) apresentado pelo banco.
O que aconteceu
Trabalhadores da Caixa cruzam os braços por tempo indeterminado. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região afirma que a decisão foi tomada após mais de 90% dos bancários recusarem a proposta apresentada pela diretoria da instituição estatal.
Paralisação deve ser mantida até a realização de novas assembleias. A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, Luiza Hansen, destaca que a recusa dos trabalhadores pressiona o banco a apresentar uma "proposta que atenda às expectativas".
O resultado das assembleias realizadas no Brasil inteiro, com mais de 90% de rejeição nas bases sindicais, demonstrou, de forma clara, a insatisfação dos empregados com a proposta apresentada pela Caixa. Luiza Hansen, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa
Assembleia para negociações foi marcada para esta quinta-feira (10). O Sindicato dos Bancários afirma que a Caixa ainda não apresentou uma proposta aos profissionais, mas que o estado de greve permite que as assembleias sejam convocadas a qualquer momento.
Caixa afirma manter "diálogo aberto" com os sindicatos dos bancários. Em nota, a instituição estatal destaca que "retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas". Para os clientes, o banco orienta a utilização dos canais digitais e remotos, além do atendimento telefônico e das agências lotéricas.
Greve também foi confirmada em algumas unidades do Banco do Brasil. Ao todo, 39 representações sindicais aceitaram o acordo patronal, incluindo as de São Paulo, Curitiba, Campo Grande, Niterói (RJ) e Jundiaí (SP). No entanto, a maioria das entidades decidiu rejeitar a oferta e tentar reabrir o diálogo, com a paralisação aprovada por 27 sindicatos, como os de Belo Horizonte (MG), Bahia, Ceará e Piauí.
Banco do Brasil afirma que canais de atendimento virtual são alternativa à população. Em nota, a instituição diz participar das negociações conjuntas da Fenaban e atua com uma mesa específica com as entidades sindicais para tratar diretamente sobre os funcionários do banco, o que resultou na proposta aceita por parte das entidades sindicais. Para os clientes dos locais que aderiram à paralisação, o Banco do Brasil orienta o uso do aplicativo, internet banking e WhatsApp.
Acordo firmado
Profissionais dos bancos privados fecharam acordo com os patrões. A assinatura da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) foi realizada ontem (9) em São Paulo, após diálogo com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).
Convenção aprovada garante reajuste real (acima da inflação) de 0,6% por dois anos. O aumento acordado vale para salários e benefícios como VA (Vale-Alimentação), VR (Vale-Refeição) e a PLR (Participação nos Lucros e Resultados).
Acordo coletivo também traz avanços em direitos sociais e saúde dos trabalhadores. O texto aprovado pelos profissionais dos bancos privados também prevê medidas contra o assédio, apoio à saúde mental, direito de desligar o celular fora do expediente e regras para o monitoramento digital.
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